O Todo Poderoso presidente de honra da Escola de Samba Ziriguidum, Fernando Monteiro, que alguns teimam em chamá-lo até de “Dono do Carnaval de Teresina”, ficou definitivamente sozinho na LEST – Liga das Escolas de Samba de Teresina. Para quem não se lembra, existem duas ligas de escolas de samba em Teresina: a LEST e a LIEST – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina.
No mês passado, a escola de samba Mocidade Alegre do Parque Piauí, que tem como presidente João Carlos, único aliado de Monteiro na LIEST, aderiu ao grupo da Skindô, Brasa Samba, Sambão, Unidos da Saudade e a mais nova escola de samba de Teresina – A Galo Tricolor.
Agora são seis contra uma. Mas, será que a prefeitura ainda vai dar o comando do carnaval para a LEST como estava acontecendo há algum tempo? Além do mais, tem aquela pendência de R$ 160 mil, referente à prestação de contas do carnaval de 2008, que precisa ser resolvida. Pelo que dizem, até hoje, a nota fiscal daquela despesa nunca apareceu.
Com a promessa, do próprio prefeito de Teresina, Elmano Ferrer e da representante da pasta da cultura municipal Laurenice França, de que vai haver desfile de carnaval no próximo ano, a LIEST - Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina saiu na frente da FCMC – Fundação Cultural Mons. Chaves, nesse sentido. Desde a semana passada acontece o I CURSO DE FORMAÇÃO DE JURADOS DE ESCOLAS DE SAMBA, iniciativa do GREMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA SKINDÔ, com o apoio do MINISTÉRIO DA CULTURA, através IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.
Ontem quarta-feira (21), às 19hs, na Casa da Cultura, localizada na Praça Saraiva, no centro de Teresina, foi realizado o Módulo 8 - Alegorias e Adereços, com o professor/pesquisador da UFPI, Solimar Oliveira.
Pena que a imprensa ainda faz corpo-mole pra tudo isso. “È uma lástima deoclécio!”, como diz o apresentador de TV Amadeu Campos.
Será que essa frase está certa? Talvez a ortografia ou a sintaxe estejam erradas, quem sabe até a morfologia. Mas, a coisa certa é que, mesmo sem saber português/brasileiro da melhor qualidade, os sambistas teresinenses não querem que um prefeito cometa o mesmo erro de Silvio Mendes, de colocar um gestor na Fundação Mons. Chaves que não saiba ler o coração dos artistas, dos sambistas e, principalmente dos funcionários. Aliás, como alguém pode brigar com todo mundo daquele jeito? Eu, particularmente não citei o nome daquele gestor (creio que você sabe de quem estou falando) porque, como gestor, eu já o esqueci. E você?
A LIEST – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina, promove durante esta semana, sempre no período noturno, no auditório da Casa da Cultura, no centro de Teresina, uma serie de palestras sobre o carnaval. O objetivo é mostrar algumas nuances da grande festa, tanto para os protagonistas dos desfiles como para os demais interessados.
Cada noite será debatido um tema, explicando noções mais aprofundadas sobre enredo, fantasias, adereços, dentre outros. No dizer do povo, existem jurados que são colocados para atuar no desfile de carnaval de Teresina que não sabem nem mesmo o que estão julgando.
Ontem, à noite, o presidente desta Liga, Jamil Said, fez uma explanação, mostrando um comparativo entre os maiores carnavais do Brasil e o nosso. A diferença é gritante, mais, a meu ver, só em termos econômicos. Carnaval é igual em qualquer lugar. Nós ainda temos muito pano pra manga!
Segundo Jamil, em todas as cidades em que foi construído um sambódromo, a coisa andou depressa, principalmente em cidades como Florianópoles, Manaus e Macapá. Não penso assim, mas a explanação serviu para mostrar os bons investimentos que poder público daquelas cidades têm feito para engrandecer a grande festa, além de mostrar também que as próprias escolas investem mais do que a subvenção de qualquer prefeito municipal.
A imprensa ainda não percebeu a possibilidade de uma boa matéria, pra variar. Vamos esperar mais acontecimentos.
Até agora ninguém sabe ao certo o que vai ser do desfile de carnaval de Teresina. Pelo menos, a Liest – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina, em reunião, que aconteceu na última quarta-feira (07) , na tradicional Casa de Pedra (na av. Marechal Castelo Branco), não tem nenhum sinal da atual Presidente da FMC – Fundação Monsenhor Chaves, Laurenice França, sobre o assunto. Eles esperam ser chamados para uma reunião o mais breve possível com a nova gestora, mas querem mesmo é um audiência com o Prefeito Elmano Ferrer, que já demonstrou ser um carnavalesco, um sambista, de primeira. É isso aí, Ferrer!!!
Artistas teresinenses reunirem-se amanhã (07), quarta-feira, às 18hs, no Clube dos Diários, no centro de Teresina, para avaliar a proposta da Prefeitura Municipal de Teresina que aumenta o valor do incentivo do Fundo de Cultura, previsto na Lei A. Tito Filho, de incentivo à cultura da capital, de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.
A medida causou espanto já que a mobilização dos artistas é pelo cumprimento do art. 2º da Lei, que prevê um incentivo de 5% do valor de ISS – Imposto Sobre Serviço e IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano. Em valores atuais, o montante arrecadado no ano passado dos dois impostos é de R$ 122 milhões, o que daria um total de cerca de R$ 6 milhões a ser pago à cultura do município.
Também deve participar da reunião o vereador Décio Solano, que entrou com uma solicitação no MP - Ministério Público, pedindo o cumprimento da Lei. A pretensão do vereador é que MP garanta o cumprimento do que prevê a Lei.
Pelo andar da carruagem, parece que o Prefeito Municipal já percebeu que vai ter que garantir o valor previsto na Lei, sob pena de ter as contas da prefeitura bloqueadas.
Disposta a brigar pela volta do desfile dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba na passarela do samba em Teresina, a presidente da ABT – Associação dos Blocos de Teresina, que congrega 18 blocos carnavalescos, Sheila Morena elogiou a criação da mais nova escola de samba de Teresina, a Galo Tricolor.
“Em 2010 não teve carnaval na avenida, só nas comunidades. Alguns blocos desfilaram, o meu desfilou, o Línguas Venenosas. O Paçoca e outros blocos também desfilaram. Na avenida não houve carnaval, infelizmente, né, houve isso aqui. A gente ficou muito triste. A gente espera que o carnaval volte para a avenida. A ABT, da qual sou a presidente, vai brigar pro carnaval voltar para a avenida, que seja na Marechal Castelo Branco ou qualquer outra. O carnaval é na avenida, não em comunidades. O carnaval deste ano prejudicou muito as escolas e os blocos. Deixou muito a desejar, né”, afirmou ela.
Criada no meio das escolas de samba desde os quatro anos de idade, Sheila diz gostar muito de cultura e lembra quando desfilou pela primeira vez na Escravo do Samba, escola do seu coração. Mas, ela disse já ter participado de outras escolas como Skindô, Brasa Samba e Sambão. “Sou apaixonada pelo Samba, pelo carnaval. Acho que já dei minha contribuição para as escolas. Agora estou nos blocos”, revela.
Ela disse ainda que a ABT já está mobilizando os blocos associados, que já estão realizando eventos como os tradicionais bingos e festinhas para arrecadar fundos. A novidade, segundo ela ainda, é a criação dos carnês de sócios, onde os associados de cada bloco pagam uma cota mensal para a realização da grande festa. “Nós estamos nos movimentando”, afirma Sheila.
Fazem parte da ABT os blocos: Línguas Venenosas, Paçoca, Piratas, Coisa de Nego, Galo Preto, Piauí Samba, Tabaco Roxo, Guericó, Turbinados da Sergipe, Los Baleados, Nóstudinha, Mole não Entra, dentre outros
Valendo-se das possibilidades da Heráldica, ciência que se dedica a estudar e criar brasões, o publicitário Terceiro Matos, deu de presente para a nova escola Galo Tricolo, a criação da logomarca da escola. “A concepção da logo da escola surgiu da necessidade de fazer uma ligação da identidade das cores do River com uma bandeira que justificasse a presença de um galo, que é o mascote do clube e, automaticamente ele vai estar ligado a essa logomarca, representando o time, que é uma agremiação que também está dentro da escola de samba”, explica Matos. Ele diz que as cores são sintéticas, normais, chapadas, cujo o objeto visual da logomarca é que as pessoas vejam e, rapidamente façam uma ligação com o objeto da bandeira. “É uma bandeira em volta de um circulo onde, no centro da bandeira, tem um galo. É uma coisa rápida e de fácil expressão”, diz. Matos diz ainda que observou que, como riverino que é, o galo está presente em todas as reações do time até hoje. Para ele, nada mais do que justo fazer essa ligação, representando visualmente o galo. “Acho que a escola foi muito feliz em adotar como mascote o galo e não poderia deixar de ser diferente, né”, comenta. Ele diz que foi preservado na logomarca aquilo que representa Teresina, na medida em que existe um aspecto muito similar ao escudo da cidade. “A heráldica é quem se encarrega de dizer o que é que significa uma parte de um castelo, a parte de um rio. Só que o brasão não está sendo representado naquela estrutura heráldica antiga. Como se vê tem a inserção de um galo, que representa exatamente a escola de samba, levando pra questão do time de futebol. A logomarca quebrou a questão sinuosa, de ter uma palmeira, uma pedra, um sol... Ela ta muito estática e rápida. Tem o sol, tem cores abertas e ele (o galo) está entre toda essa simbologia”, finaliza Matos.
Depois dos jogos da Copa do Mundo, a mais nova escola de samba de Teresina – Galo Tricolor vai começar uma serie de atividades, visando angariar recursos para o desfile na passarela do Samba, no carnaval de 2011.
Com o enredo bem definido, que tem como tema os 65 anos do River Atlético Clube, destacando os história vitoriosa do eterno presidente do clube Afrânio Nunes – O Mão Branca, a diretoria da Galo Tricolor vai fazer um coquetel de lançamento da escola.
Também serão realizadas feijoadas todos os sábados, ao meio dia, no Choppizza, que fica na zona leste da cidade, lançamento da revista Galo Tricolor (que conta a história da criação da escola, fala do homenageado Afrãnio Nunes e da história do carnaval de Teresina, dentre outros assuntos), dentre outras atividades. AGUARDEM.
O Desembargador Raimundo Eufrásio, que faz parte da 1ª Câmara Especializada Civil do Tribunal de Justiça do Piauí, manifestou esta semana posicionamento contrario ao pedido de suspeição feito pelos advogados de uma das partes da ação que tramita no TJ sob o nº 3156/2009. ( A questão envolve uma área de terras num total de 37 mil hectares localizadas nos cerrados piauienses de propriedade Estado que teriam sido griladas pelas empresa Sorotiva e Economisa Agropecurária, que posteriormente venderam a mesma terra para uma terceira empresa, a Insolo. O Estado recorreu e luta na justiça para reaver a posse das terras.)
De acordo com o Procurador do INTERPI – Instituto de Terras do Piauí, Klebert Carvalho, que defende o Estado do Piauí na citada ação, o pedido não tem fundamento e faz parte de uma manobra dos advogados da outra parte para afastar o desembargador desta ação.
“O INTERPI ganhou na 1ª e 2ª instâncias. A parte ingressou com o recurso de Embargos de Declaração com Efeitos Infringentes e, quando do julgamento deste processo, foi dado o primeiro voto na sessão pelo Des./Relator, o novo, no caso o Des. Fernando Mendes. Então, o relator anterior, vencido, pediu vistas do processo. Na sessão em que foi dado continuidade ao julgamento, já 1 X 0 para o Estado, quando era para votar o Des. Raimundo Eufrásio, apareceu os advogados da empresa com uma petição, no mesmo dia, que requeria a suspeição do eminente Des. Raimundo Eufrásio”, explica Klebert.
Klebert disse que o processo encontra-se na fase em que o Des. Eufrásio vai dizer se acata ou não a suspeição. Indignado, ele disse ainda que conhece Eufrásio e que, para ele, é um homem incorruptível. “É um homem da mais alta envergadura moral deste Estado. Tenho a felicidade de dizer que o conheço há muito tempo. Não tem nada que macule a sua honra. Além do mais, exerce as elevadas funções de presidente do Tribunal Eleitoral do Piauí. E, neste ano, tem um pleito estadual em andamento. Esta suspeição não tem fundamento. Trata de uma manobra para afastar o voto que, provavelmente, ia ser repetido, a favor do Estado e, com isso, julgar o processo no período eleitoral com a convocação de um novo desembargador para compor a Câmara”, disse ele.
Klebert enfatizou que o pedido de suspeição do Des. Eufrásio lhe causa espécie por que o art. 135 do Código de Processo Civil enumera os casos em que é possível a suspeição e não há nada que inclua aquele desembargador. “No inciso 1º: quando amigo intimo ou inimigo capital de qualquer uma das partes; 2º caso: quando algumas das partes for credora ou devedora do Juiz, do seu cônjuge ou de parentes deste em linha reta ou colateral até o 3° grau; 3ª caso: quando for herdeiro presumido, donatário ou empregado de qualquer das partes”, relata.
Ele disse que nenhum destes momentos pode ser imputado a Eufrásio. “O 4º caso é: quando receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo, aconselhar algumas das partes a cerca do objeto da causa ou submistrar meios para atender às despesas do litígio; 5º e ultimo caso: quando interessado julgamento na causa em favor de qualquer uma das partes. Também não se aplica ao caso. Desta forma, tenho certeza de que essa manobra não vai prevalecer”, disse
“Agora, isso é muito sério e, extremamente dolorido para quem conhece o desembargador, num momento como este, de se colocar em dúvida a honorabilidade e a honra que presidirá as eleições deste ano no Piaui. Então, essas acusações merecem ser rechaçadas, reprimidas e, tenho certeza, de que a justiça não deve e não vai aceitar este tipo de manobra por que isto atenta, inclusive contra as instituições, principalmente, o Poder Judiciário do Piauí”, finaliza Klebert.