Quando o deputado Robert Rios Magalhães denuncia que as licitações para a construção de estradas no Piauí são “acordos entre compadres, em que os preços são combinados previamente pelos participantes”, não atinge apenas as empresas que participam desses certames, mas o próprio governo estadual de cuja base de sustentação ele faz parte.
Dezenas de licitações para a construção de estradas, envolvendo grande volume de recursos, foram realizadas nas gestões de Wellington Dias e de Wilson Martins, e se houve de fato irregularidades nos reajustes feitos nos contratos, não só as empresas envolvidas mas o próprio governo também é responsável.
Se pensava em atingir somente a Construtora Sucesso, do Grupo Claudino, Robert Rios Magalhães deu um tiro no pé, pois sua denúncia coloca em xeque a lisura do governo anterior e do atual na contratação de grande obras no estado que, via de regra, são executadas apenas por duas grandes construtoras locais.
Fica no ar a suspeita de que na administração petista e na atual houve, como deixa entender o deputado comunista, um conluio entre governo e empreiteiras, em desfavor dos cofres públicos.
O fato de a denúncia ter motivação político-eleitoral não reduz a sua gravidade. Cabe ao Ministério Público Estadual e Federal apurar rigorosamente os fatos e, comprovada alguma irregularidade, acionar os envolvidos na Justiça para que devolvam os recursos surrupiados dos cofres públicos.
Crescimento
Segundos dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto Per Capita, que indica o nível médio de renda população, cresceu 21,7% entre 1995 e 2009. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiverem as maiores taxas de crescimento.
Lanterna
Ainda de acordo com o IBGE, o Piauí é o estado com menor nível de renda da população, com PIB per capita de R$ 4.662. Isso me faz lembrar o slogan “É feliz quem vive aqui”.
Falida
Criada no governo Hugo Napoleão e reestruturada no governo Mão Santa, a Universidade Estadual do Piauí chegou à falência no governo passado, a ponto de hoje ser necessária “vaquinha” entre estudantes para a compra de um simples aparelho de ar-condicionado. Uma vergonha, como diria Deoclécio Dantas.
Falida II
Vítimas da crise que tomou conta da Uespi, os alunos bolsistas estão até hoje sem receber pagamento e a biblioteca da Universidade está de portas lacradas.
Fachada
Recebemos a denúncia de que a reforma do HGV foi apenas de fachada. Os locais onde são atendidos os pacientes continuam em estado lastimável e os equipamentos são velhos e vivem quebrando todo dia.
Fachada II
Tribuna do Piauí agendou uma entrevista com direção do hospital, através da assessoria de imprensa, mas sem nenhuma explicação a nossa equipe foi barrada na portaria do HGV. Querem esconder alguma coisa. Em breve descobriremos o que, aguardem!
Crescimento
Pode ser mera coincidência, mas depois que anunciaram a venda de certo portal a candidatura do deputado federal Ciro Nogueira vem subindo nas pesquisas de um instituto localizado na Avenida Dom Severino, zona Leste de Teresina.
Criminalidade
Em Timon, a situação está calamitosa na área de segurança pública. Lá nem as bocas de fumo estão escapando dos assaltantes. Um radialista da cidade, em tom irônico, disse que a situação está tão difícil que o sujeito vai andando de bicicleta e, quando olha para trás, verifica que os ladrões tiraram o pneu traseiro.
O texto abaixo foi censurado pelo Tribunal Superior Eleitoral a pedido do presidente Lula, mas já ganhou o mundo via Internet. Vale a pena ler e fazer uma reflexão sobre o que é dito no texto de Jabor, bem como avaliar a vocação autoritária do presidente que a todo custo quer silenciar a imprensa, quando esta não lhe é favorável.
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
ARNALDO JABOR
O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!!
Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula , amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima".
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito.... Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: "Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo- petismo .
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT?
Como ousaram ser honestos?". Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista". Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional.
A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.
Alguns otimistas dizem: "Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!". Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos. Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros. O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade, e a novi-língua estará consagrada.
É amigos. Este texto deve se transformar na maior corrente que a internet já viu. Talvez assim, possamos nós, que não somos burros não, mais uma vez salvar o Brasil.
A oposição, à frente o PSDB e o DEM, começou a perder o rumo no momento em que, pusilânime, não teve coragem de pedir o impeachment do presidente quando explodiu o escândalo do mensalão. Em nome da tal governabilidade amaciou o discurso e livrou a pele de Lula que, diante da fraqueza de seus adversários, foi-se fortalecendo cada vez mais, com uma política populista estribada, principalmente, no Bolsa Família e em farta publicidade.
Depois se veio a saber os motivos de tanta vilania da oposição. Os seus principais expoentes estavam envolvidos até a medula em escândalos semelhantes em Minas, Brasília e no rumoroso caso das patifarias protagonizadas pelo senhor Agaciel Maia, ex-poderoso diretor do Senado. Com o rabo preso, não havia como defender a moralidade e a transparência administrativa. Fez-se um silêncio conivente diante do festival de irregularidades praticadas pelo governo Lula.
Não bastasse isso, a disputa entre Aécio Neves e José Serra para saber quem seria o candidato do PSDB demorou mais que as novelas da Globo e levou a oposição a perder terreno em Minas Gerais, o segundo colégio eleitoral do país. Ferido em sua vaidade, o governador mineiro prestou um grande desserviço ao seu partido, não aceitando compor a chapa tucana como vice. E fez isso apostando na derrota de Serra e no seu próprio fortalecimento para encarar a sucessão de Dilma Roussef. Tudo estudado.
Aliado a tudo isso, a oposição errou o alvo ao poupar o presidente Lula e mirar, equivocadamente, no passado da candidata do PT. Uma proposta tola essa de tentar passar uma imagem de Dilma guerrilheira, terrorista, radical. O passado dela foi de luta contra um regime opressor, contra uma ditadura sangrenta, quando muitos “veste calças” se acovardaram e fugiram da luta. Isso não é demérito, é elogiável. O que merece reparo na candidata do PT é o seu presente que nega o passado. Um presente marcado pela arrogância, pela mentira e por sua participação em diversas trapalhadas do Governo Federal.
O discurso de José Serra não empolgou ninguém e nunca incomodou os adversários, um discurso medroso, sem substância. Um candidato fraco que não teve coragem de criticar as ações do governo Lula e propor alternativas. E os seus marqueteiros e assessores ainda tiveram a “genial” e “brilhante” idéia de mostrar em seus programas imagens do candidato do PSDB ao lado do presidente Lula. Isso realçou ainda mais a fraqueza da oposição.
Outro grande erro de José Serra foi dizer publicamente que era contra a distribuição dos royalties de petróleo do pré-sal com os estados não produtores. Se já não tinha grande penetração no Norte/Nordeste, com essa declaração infeliz viu definhar ainda mais o seu eleitorado na região. E agora só um milagre salva sua candidatura.
Não há como negar que a maior parte da mídia piauiense é pautada pela Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado, principalmente a televisiva, com destaque nesse particular para a TV Meio Norte que escancara a sua preferência pelo governador Wilson Martins, sem sutileza alguma.
Neste comentário, vamos nos ater a uma análise sobre o comportamento da televisão piauiense. Quem se der ao trabalho de cotejar os espaços abertos a políticos da situação e da oposição vai verificar que os primeiros estão permanentemente na vitrine da mídia, enquanto os outros aparecem muito pouco.
Convida-se para entrevista em estúdio cinco representantes do governo e um da oposição e, não raro, a última palavra é sempre dos primeiros.
Tem âncora de programa televisivo que deixa explícita a sua opção eleitoral e não se envergonha de usar o veículo em que trabalha para puxar saco dos governistas e malhar a oposição, ainda que esta esteja correta em suas observações e denúncias. Vale lembrar, só para ilustrar, o papelão de um desses estafetas do governo que ao comentar o impasse entre os médicos anestesistas e a Fundação Municipal de Saúde teve o desplante de dizer que a culpa era do ex-prefeito Sílvio Mendes que havia deixado, conforme suas palavras, uma bomba-relógio para o prefeito Elmano Férrer. Uma irresponsável tentativa de politizar a questão.
Falar de escândalo no governo é um tabu que nenhum canal de televisão do Piauí tem coragem de quebrar. A não ser quando falta dinheiro na CCOM para pagar suas dívidas, como aconteceu no início da atual gestão. Governo e empresários de comunicação são adeptos da política de São Francisco de Assis: é dando que se recebe.
Farra de locações de veículos, convênios eleitoreiros entre o governo do estado e prefeituras, suspeitas de desvio de medicamentos e recursos na Secretaria de Saúde na gestão Wellington Dias, suspeita de roubo no IAPEP levantada pelo deputado governista Marcelo Castro, obras inacabadas, corrupção na Piemtur, falência do ensino público estadual (lanterna no ranking do MEC), rede de saúde estadual sucateada, um rosário de escândalos que não tem fim e a nossa televisão igual ao presidente Lula: não vi, não sei, não quero saber.
Não fossem os portais, com destaque para 180Graus e GP1, e os jornais Diário do Povo e Tribuna do Piauí, além das rádios Difusora e FM Teresina, os piauienses não tomariam conhecimento desses fatos lamentáveis que se registram na administração estadual.
A televisão piauiense não quer conquistar audiência fazendo um jornalismo sério, denunciando as falcatruas e mazelas dos poderosos. Prefere conquistar audiência valendo-se de programas de baixarias onde ridicularizam e execram ladrões pés de chinelos da periferia, que são condenados antes mesmo de irem a julgamento. Mexer com bandidos de colarinho branco, não, embora eles cometam crimes muito mais graves e prejudiquem muito mais a população.
Pobrezinho
Numa das eleições que disputou para a Prefeitura de Teresina, o deputado Átila Lira aparecia na televisão falando de dentro de um “buzu” que fazia linha para o Mocambinho, logo ele que nunca tinha andado de ônibus. A ideia foi um desastre. Ao invés de passar a imagem de um homem simples, que andava no meio do povo, passou a de oportunista. E perdeu a eleição.
Pé-rachado
Agora, os marqueteiros querem transformar um descendente do Visconde da Parnaíba em sertanejo de origem humilde, do pé-rachado, embora o seu biótipo se assemelhe ao de um lorde. A estratégia até o momento não surtiu o efeito desejado e pode até virar motivo de piadas, se o candidato for derrotado.
Virou moda
Aliás, virou moda esse negócio de político querer ser pobrezinho em época de campanha eleitoral. Boa parte dos candidatos a cargo eletivo faz questão de enfatizar que veio de família pobre, humilde e que subiu na vida depois de muito trabalho, como se isso fosse credencial para o exercício de cargos públicos no Executivo e no Legislativo. Horda de demagogos e incompetentes.
Rota de colisão
Em suas peregrinações em busca de votos pelo interior do estado, o ex-governador Wellington Dias, candidato a senador, tem evitado andar em Uruçuí, cidade comandada pelo Dr. Valdir, petista eleito com o seu apoio. Tudo porque o alcaide demitiu vários funcionários comissionados indicados pela ex-primeira-dama do estado Rejane Dias.
Esqueceu
A solenidade de entrega do título de Cidadão Piauiense ao presidente do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor Rocha, realizada no último dia 20 no Palácio Petrônio Portella, não foi das mais prestigiadas e nem mesmo o deputado João Mádison (PMDB), que propôs a homenagem, compareceu.
Zangado
O governador Wilson Martins é do tipo de devedor que não gosta de receber cobrança. Fica zangado com o credor. Como o seu governo não pagou a TV Clube e a afiliada da Globo deixou de veicular as mídias do Governo do Estado, o governador se vingou deixando de comparecer a uma entrevista previamente agendada no Bom-Dia Piauí. E não pagou a conta.
Campeões
Há quem aposte que nas eleições deste ano os candidatos a deputado federal campeões de voto serão, pela ordem, Marcelo Castro (PMDB), Hugo Napoleão (DEM), Júlio César de Carvalho Lima (DEM) e Assis Carvalho (PT).
Em plena campanha eleitoral, os petistas piauienses e seus aliados receberam do presidente Lula um verdadeiro presente de grego: o corte de recursos do Orçamento da União destinados à execução de obras consideradas prioritárias para o Piauí, como a recuperação de diversos trechos de rodovias no Sul do estado, as barragens de Atalaia, em Sebastião Barros, e de Castelo do Piauí, além de obras de contenção de enchentes em Teresina, entre outras obras.
A conclusão que se pode tirar desse lamentável episódio é que os petistas piauienses, à frente o ex-governador Wellington Dias, não têm prestígio algum junto ao Governo Federal, muito menos ainda o atual inquilino do Palácio de Karnak, senhor Wilson Martins, que na briga com JVC pelo uso da imagem de Lula e Dilma na campanha chegou a dizer que, por ter sido coordenador do PAC no estado, tinha uma relação bem próxima com o presidente e sua candidata, insinuando ter prestígio no Palácio do Planalto. Pura balela. Os dois, Dilma e o seu patrono, não tiveram a menor deferência com o governador piauiense, que já comemorava a execução das obras vetadas pelo presidente e agora fica com a cara de tacho, sem saber o que fazer.
Se em plena campanha eleitoral são capazes de tamanho desrespeito aos piauienses, imaginem depois das eleições, se vitoriosos!
Inacabadas
O ex-governador Wellington Dias quase toda semana anunciava o repasse de recursos do Governo Federal para a execução de obras no Piauí e hoje o que se percebe é que a maior parte delas não foi concluída. Para onde foram então os milhões enviados pela União?
Mentira
Pura pilantragem essa estória de que é importante que os gestores estadual e municipal sejam do mesmo partido do presidente da República para que os recursos sejam liberados. O dinheiro é público, não pertence ao partido que está no poder, mas ao povo e em benefício deste deve ser aplicado.
Liberação
Se o gestor é competente, honesto e tem bons projetos, ainda que não seja do partido do presidente, conseguirá sem muitas dificuldades a liberação de recursos para a execução de obras e serviços.
Besteira
Há quem advogue a falsa ideia, e não são poucos, de que é importante para o Nordeste eleger um político da região para a presidência da República, que isso trará desenvolvimento, etc, etc. Pura besteira. O Nordeste teve 11 presidentes e nenhum deles fez nada pelo povo nordestino.
Alagoanos
Que me apontem as grandes obras realizadas no Nordeste pelo alagoano Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente da República, e pelo seu sucessor, Floriano Peixoto, igualmente alagoano. Fernando Collor de Mello é outro presidente nordestino de triste memória.
Cearenses
Nordestino da gema, filho da cidade cearense de Baturité, o presidente José Linhares foi outro que nada fez pela região. O Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, que prestou exame de admissão no centenário Liceu Piauiense, é uma exceção. Foi no governo dele que teve inicio a construção da Barragem de Boa Esperança. Também só foi isso.
Potiguar
De Café Filho, do Rio Grande Norte, não se tem notícia também que tenha feito alguma coisa digna de registro pelo Nordeste. A mesma coisa se pode dizer do paraibano Epitácio Pessoa.
Baiano
Pai do Plano Real, baiano de nascimento, Itamar Franco não foi um presidente ruim. Fez muito pelo País. A ele devemos a estabilidade econômica de que hoje desfruta o Brasil. Mas o Nordeste não foi bem tratado em seu governo.
Maranhenses
Os presidentes Augusto Fragoso e José Sarney, nascidos no paupérrimo Maranhão, não cuidaram nem do estado onde nasceram, imagine do resto do Nordeste.
Pernambucano
Por último, temos aí Luiz Inácio Lula da Silva, o único nordestino pobre, trabalhador, a ocupar o cargo de presidente da República, que igualmente se deixou fascinar pelo poder e parece alheio à tragédia dos milhões de nordestinos que padecem de sede e fome na região do semiárido nordestino.
A informação de que os médicos anestesistas da rede municipal de saúde decidiram pedir demissão coletiva por conta do impasse nas negociações com o governo municipal provocou uma grande polêmica na sessão ordinária de hoje (10) da Câmara Municipal de Teresina.
O vereador Urbano Eulálio (PSDB) apresentou um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública para debater o problema que afeta todos os hospitais do município impossibilitando-os de realizar cirurgias ou partos.
A princípio, a proposta do vereador tucano ganhou o apoio de nove vereadores que assinaram o requerimento pedindo a realização de audiência pública, mas a idéia não prosperou porque o vereador Olésio Coutinho, que é médico, convenceu seus pares de que a questão envolvendo os anestesiologistas e a Fundação Municipal de Saúde exigia uma urgente intervenção da Comissão de Saúde da CMT e do Ministério Público Estadual e que uma audiência pública demoraria ser realizada.
“Não acredito que os anestesiologistas peçam demissão coletiva, mas se isso se concretizar a Câmara Municipal deve agir imediatamente, através da Comissão de Saúde, para intermediar o diálogo entre as partes e evitar que ocorram mortes por causa da paralisação desses profissionais”, argumentou, ressaltando, no entanto, que não acreditava no pedido de demissão coletiva dos anestesistas.
Olésio Coutinho disse que o trabalho dos anestesiologistas é importante, mas eles não são mais importantes que o cirurgião, o obstreta, o pediatra. “Seria uma desumanidade o pedido de demissão coletiva, eles têm que discutir essa questão com sensibilidade, afinal estão em jogo vidas humanas”, enfatizou, repetindo, porém, que era necessário checar essa informação.
Ao final dos debates, prevaleceu a sugestão feita pelo vereadores Décio Solano (PT) e Olésio Coutinho (PTB) de que a Mesa Diretora convidasse o presidente da FMS, Pedro Leopoldino, para prestar esclarecimentos sobre o impasse com os médicos anestesistas, e um contato da Comissão de Saúde da CMT com os médicos para tentar encontrar uma solução para o problema.
O vereador Urbano Eulálio, irritado com as declarações de Olésio Coutinho de que não acreditava n o pedido de demissão coletiva dos médicos anestesiologistas, disse que o vereador petebista estava insinuando que ele estava mentindo e pediu à Mesa Diretora que checasse a informação.
“Se ele diz que não acredita no pedido de demissão coletiva, insinuando que estou mentindo, nesse caso eu terei cometido um crime contra o meu mandato, quero que isso seja investigado”, exigiu Urbano Eulálio, reafirmando que tomou conhecimento do fato através do próprio presidente da FMS que, em entrevista aos canais de televisão, falou sobre a decisão dos anestesistas.
Bomba-relógio
Em aparte ao pronunciamento de Urbano Eulálio, o vereador Edson Melo (PSDB), sem citar nomes, lamentou que o âncora de um canal de televisão conhecido por suas posições anti-tucanas tenha dito que a culpa pelo problema era do ex-prefeito Sílvio Mendes, que teria deixado uma bomba-relógio no colo de Elmano Ferrer.
“O impasse é grave, pois os ânimos estão acirrados dos dois lados”, frisou o vereador tucano, destacando ser uma irresponsabilidade se querer dar uma conotação política ao problema.
Depois de muitas discussões, o requerimento de Urbano Eulálio foi retirado da pauta de votação, pois não tinha assinaturas suficientes para ser colocado à apreciação do plenário.
Ser rico não é crime. A riqueza adquirida com trabalho honesto e competente não é motivo de vergonha. Pelo contrário. Quem prospera de modo lícito na vida, gerando emprego e renda para centenas, milhares de pessoas, não pode ser comparado aos parasitas que acumulam fortuna fácil no exercício de cargos públicos ou através do tráfico de influência, agiotagem, lavagem de dinheiro e outros meios ilegais.
Fala-se muito nessa campanha eleitoral na fortuna do mega empresário João Vicente Claudino, um dos mais ricos do país, como se fosse um demérito, mas não custa lembrar que o patrimônio do empresário paraibano/piauiense é fruto de mais de meio-século de trabalho e que ele gera milhares de empregos não só no Piauí, mas em outros estados. A sua riqueza foi conseguida com muito suor, disciplina e obstinação. Apesar do império econômico que construiu, o chefe do clã Claudino é um homem simples, humilde e avesso a ostentação.
O mesmo não se pode dizer de algumas figuras arrogantes que pontificam na política piauiense e que enriqueceram de uma hora para outra, sem trabalhar, sem herdar e sem serem premiados em loterias. Pobretões, assalariados, muitos cheirando a jornal de embrulhar peixe em mercado, de repente passaram a usar perfume francês, roupas de grifes e passear a bordos de possantes carrões. O patrimônio desses indivíduos não pode ser aferido, pois tem origem nebulosa. É nessa gente que a imprensa deve ficar de olho.
Ao contrário de algumas fortunas que surgiram da noite para o dia, na época dos anões do orçamento e do governo Sarney, seu João, como é chamado pelos amigos, ralou muito para chegar aonde chegou. Hoje, desperta inveja em alguns e admiração em muitos.
Trânsfugas
A judicialização das eleições decorre da falta de uma legislação eleitoral e partidária com regras claras e permanentes. O Congresso Nacional, composto na sua maioria por trânsfugas e arrivistas, não deseja fazer uma reforma política séria, instituindo, por exemplo, o instituto da fidelidade partidária, e permite com isso que o Judiciário usurpe as prerrogativas do Legislativo.
Fisiológicos
O político brasileiro troca de partido como quem troca de camisa, ao sabor de suas conveniências pessoais e não está nem aí para o programa e o ideário político da legenda a que se filia. É só olhar para os “socialistas” do Piauí e até mesmo alguns “petistas” para compreender o que digo.
Cartoriais
Praticamente, nenhum partido político no Brasil tem um espectro ideológico definido, à exceção dos de esquerda, e são formados por diretórios cartoriais controlados por políticos sem a menor identidade com a legenda.
Exemplo
O Diretório Municipal do PSDB em José de Freitas é controlado pelo prefeito Robert Freitas, que vota no candidato a governador do PSB. Em outros municípios, políticos socialistas votam no candidato tucano ou do PTB e vice-versa.
Carreiristas
Perdoe-me os leitores a expressão, mas essa sacanagem só vai ter fim no dia em que for aprovada uma reforma política séria e que se mude do presidencialismo para o parlamentarismo. Esta, a meu ver, é a única forma de devolver o poder ao povo e acabar com os carreiristas da política nacional.
Indulgência
Confesso que não consigo entender como alguns políticos de projeção nacional que cometeram infrações graves, com danos aos cofres públicos, em alguns casos, são tratados com indulgência pela Justiça Eleitoral, enquanto candidatos pobres são rigorosamente punidos com a cassação do registro de suas candidaturas, por falhas simples como a não apresentação deste ou daquele documento, falhas perfeitamente sanáveis.
Vacilando
Andando pelas ruas e avenidas de Teresina não se vê um cavalete com propaganda do candidato do PSDB ao Governo do Estado, dando a impressão de que ele desistiu da disputa. Trata-se de uma falha imperdoável dos estrategistas da campanha de Sílvio Mendes. Se estiverem pensando que pelo fato de ele ser muito conhecido isso dispensa o uso de cavaletes estão redondamente enganados. A propaganda é fundamental numa campanha eleitoral.
Repercussão
Repórter da revista Veja ligou para a redação deste Tribuna do Piauí para conversar com a jornalista Tânia Martins, que fez uma excelente reportagem sobre a pequenina e tímida cidade de Guaribas, piloto do programa Fome Zero, cujos moradores continuam na mais absoluta miséria, passando fome e bebendo água barrenta. A matéria teve uma repercussão muito grande.
O suplente de vereador Luís Humberto Silveira, o popular Sebim (PSDB), que assumiu às 16 horas desta terça-feira (3) o mandato de vereador no lugar de Jonas dos Santos Filho, o Joninha, passou poucas horas no cargo.
O ministro Aldir Passarinho, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão liminar determinou o retorno de Joninha à Câmara Municipal de Teresina. Norberto Campelo, advogado do vereador cassado, disse que o TRE não podia determinar o afastamento do vereador tucano, já que cabia recurso da decisão.
Joninha foi acusado de ter disputado a última eleição filiado a dois partidos políticos, PPS e PSDB, e teve o registro de sua candidatura cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Ele reassume o mandato na sessão ordinária desta quarta-feira (04).
O juiz Reinaldo Araújo Magalhães Dantas, da 2ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar em mandado de segurança impetrado pela Câmara Municipal de Teresina determinando que a prefeitura municipal repasse àquele Poder 5% de duodécimo e não apenas 4,5% como prevê a Emenda Constitucional 58/2010.
De acordo com o advogado Robert Figueiredo, Procurador da Câmara Municipal, o magistrado acatou a argumentação da Procuradoria da CMT de que a LDO e a LOA do Município de Teresina (Leis 3.895/2009 e 3.955/2009), para o exercício de 2010, foram elaboradas e aprovadas com base na Emenda Constitucional Nº 25/2000, que previa o repasse de 5%.
“Então o novo percentual previsto pela Emenda Constitucional 58/2009, de 4,5%, não pode ser adotado para o exercício de 2010, em virtude do princípio da segurança jurídica, já que as referidas leis foram elaboradas e aprovadas de acordo com as normas constitucionais vigente à época, sendo, portanto, atos jurídicos perfeitos”, assinala.
O juiz enfatiza que o percentual de 4,5% para o repasse do duodécimo só poderá incidir sobre o orçamento de 2010, a ser elaborado e aprovado pelas leis orçamentárias desse mesmo ano, para entrar em vigência em 2011, já que a Emenda Constitucional 58/2009 só começou a viger em 2010.