Segunda-feira, 21 de maio de 2012
Chyco Viana

Chyco Viana

Seu santo nome em vão

Sábado, 23 de outubro de 2010

O povo procura se organizar como estado-nação: Até meados da década de 1990, a situação do povo palestino constituiu uma das questões mais dramáticas do Oriente Médio. Desde a fundação do Estado de Israel, os palestinos passaram a viver na Cisjordânia, em Gaza e no Líbano, ou se refugiaram em países árabes como Egito, Jordânia e Síria. E a paz é indispensável ao povo palestino para por fim aos sangrentos conflitos internos entre os grupos que disputam o poder.

 

Trata-se de luta milenar e muita gente diz não compreender por que dura tanto. É fácil compreender: basta comparar a disputa no Brasil entre dois partidos políticos. Diziam que Lula não estava preparado para ser presidente. Agora aparece como ditador: irado, infeliz. O poder não lhe fez bem.

 

Com toda sua popularidade ditada por institutos capitalistas, o presidente do Brasil é arrogante, intolerante e infiel desde que passou a usar o nome de Deus em seu proveito e de sua dialética de porta de fábrica.




 


Nem assim nem assado

Quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O debate na Cidade Verde deveria ser do estilo chá de laranja com biscotinhos na manteiga não fosse a desinibição de Silvio Mendes, que saiu do formato pacato e educado para se transformar num adversário agressivo e cobrador. Não estava nas cogitações da Cidade Verde, emissora conhecida pelo padrão imparcialidade controlada, realizar confronto entre o governador Wilson Martins e seu principal adversário. Sei lá, pode ser que WM não tenha gostado. Já a população de Teresina conquanto não aceite exteriorizar sentimentos e simpatias prefere ficar nas entrelinhas naquele típico discurso do muristas: nem a favor, nem contra, nem antes muito pelo contrário. E assim caminha a humanidade.  

Campanha aberta Tem horas que a gente pensa que a justiça eleitoral não existe. Emissora de televisão da cidade vizinha e que funciona no Piauí passou a tarde domingo reprisando a visita de Lula e Dilma ao Piauí.  

Pé de freezer Se em televisão valesse a tradição o candidato adversário já poderia fazer o terno de posse. Nas eleições recentes nenhum candidato que essa televisão apoiou chegou à vitória. Em 1998, o mesmo grupo, com o fim de apoiar a candidatura do então senador e hoje deputado eleito Hugo Napoleão chegou a instalar um canal de TV clandestino na vizinha cidade. O adversário de HN venceu.  

Nenhum cartaz Talvez seja estratégia. Mas, o candidato Silvio Mendes não está com seu cartaz em nenhum cavalete na cidade.  

Primeiro o amigo Não existe povo mais agradecido que o o do Piauí. Vejam a situação de Wellington Dias que, ao longo de dois governos deixou paralisadas todas as obras estruturantes do Piauí. Foi eleito senador, elegeu a mulher deputada estadual e leva a Brasilia o amigo dileto Assis Carvalho como deputado federal.  

Na planície Tombados, na condição dos esquecidos pelo eleitor, estão os petistas históricos: Antonio José Medeiros, Antonio Neto, Flora Isabel, Cícero Magalhães e João de Deus.

Linha fria Olhados de lado porque não foram eleitos, Antonio Neto e Cicero Magalhães incorporaram-se à campanha de Wilson Martins.  

Zero em aritmética O PT fez coligação na eleição proporcional para deputado federal e só conseguiu eleger dois deputados; para estadual não fez coligação e ficou como estava destronando o trio Flora, Cícero e de Deus.  

Pelos cantos Petista histórico contava que eles culpam a candidatura de Rejane Dias pelo seu fraco desempenho.  

Sonho infantil Dizem em Picos que a deputada eleita Belê tinha dois sonhos: ser miss ou deputada.Terminou na Assembléia Legislativa.  

Pedra em cima Observadores da cena política questionam por que até agora a campanha do Silvio Mendes não botou no ar uma nota sequer sobre o escandaloso caso da Emgerpi.  

No delevery O candidato a deputado derrotado Francisco Guedes (PT) tantas fez na sua passagem pela Emater que, ao fim de sua licença para concorrer à eleição, não foi aceito de volta. Está agora na Cepro calculando o aumento da cesta básica.  

Fome e sede Nem oposição nem governo se importam com a situação de desespero no interior. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-PI) por questão partidária não escancara o tamanho da fome no sertão. Estão de barriguinha cheia nas articulações política para manter privilégios.  

Mezinha Não se sabe por que o secretário da Defesa Civil não diz uma palavra sequer sobre a situação no interior. É que Chico Filho é conhecido pelo temperamento destemido. Nada como um cargo público para serenar os ânimos.  

Calvário Definitivamente os Antonios (Neto e José) transportam um surrão de karmas nessa campanha. Os dois ainda hoje são vistos carregando bandeirinhas nas caminhadas do Wilsão.  

Dental brilhante Vejam bem com largos sorrisos de satisfação. Deve ser moderno escolher o próprio calvário.  

Freddy Krueger Faltando 11 dias para a eleição corre na espinha dorsal dos portadores de DAS certo pesadelo. Considerando que o PT não estará mais no Governo.  

Cheiro de povo Ocorrendo a eleição de qualquer um dos candidatos de no campo estadual e federal será o povo que dará demonstração de força. Porque a mobilização contra Serra é de quase toda a mídia. Sem falar no caso do Piauí. Será o povo contra os ricos.  

Muro verde A candidatura Martina Silva fez muito doce e terminou não anunciando nada. É como a montanha que pariu um rato.  

Mamadinha Antes que as tetas da generosidade oficial sequem de vez os donos de institutos de pesquisas (muito favoráveis) ainda darão algumas mamadinhas.  

Deustch Comentam que é da famosa marca BMW o novo carro de titular de secretaria considerada estratégica. 


Deu no Zózimo

Quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A coordenação da campanha da candidata Dilma Rousseff no Piauí não poderia ter escolhido um local mais inadequado para a realização do comício de ontem à noite, com a presença do presidente Lula: o palanque do PT foi montado na avenida Marechal Castello Branco, em frente à Assembleia Legislativa e de costas para aquela que mais simboliza as obras públicas inacabadas do Piauí: a reforma e ampliação do Centro de Convenções de Teresina.

 

E isso é porque não fizeram o comício na Potycabana . Seria muito mais chique!.


Hereditário, não

Terça-feira, 12 de outubro de 2010

Kim Jong-nam, filho mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-il, se declarou contrário à transferência de poder à terceira geração da família, diante do processo de sucessão aberto em seu país, única dinastia comunista hereditária da história.

"Pessoalmente sou contra a sucessão familiar a uma terceira geração", declarou o primogênito de Kim Jong-il, em uma entrevista à emissora japonesa "Asahi", gravada neste sábado e transmitida hoje.

Mas, isso é na Coreia do Norte..

 


Grotão city

Sábado, 9 de outubro de 2010


O presidente do diretório estadual do PT, Fábio Novo, confirmou nova agenda da candidata Dilma Rousseff (PT) no Piauí. Ao invés da previsão inicial de vir a Teresina no dia 11, a presidenciável estará na capital dia 13, quarta-feira, e acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A ideia é trazer os governadores eleitos do Nordeste para abrir a campanha de Dilma na região", disse Fábio Novo, que recebeu a confirmação da nova agenda na tarde desta sexta-feira (8).Dilma Rousseff participará de comício na avenida Marechal Castelo Branco, ao lado da Assembleia Legislativa, a partir de 18h30 da próxima quarta-feira.

Lula e Dilma terão que recorrer ao grotão city porque nos grandes centros o discurso dela está perfurado de orífícios para não dizer dialética furada.


Sino do São José

Sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Alguém pergunta por que dei um basta no blog durante a campanha. Explico: preguiça mesmo, falta de saco, medo de ser apenas máquina multiplicadora de pequenas futricas políticas. Era para dar um tempo. Mas agora não dá mais para ficar calado como pássaro na muda.

Diferente de alguns importantes blogueiros e colunistas que só escrevem acionados pela maquininha caça níquel não pretendo nem fazer proselitismo, nem ser o sino do cemitério pelo qual passamos depois de enterrar o defunto. A realidade que nos cerca não muda.

Será noticia ver grupos de empregados da política correndo em direção de quem pode garantir um bom grampo na velha teta da máquina estatal? Não é mesmo. Por isso não tolero essas adesões em bloco mesmo que isso faça as delícias do marqueteiro de plantão na campanha de Wilson Martins.

Jornalista no quilo Wilson Martins pode ser boa gente, mas sua assessoria é muito arrogante. Tem horror a jornalista que não esteja na sua folha de pagamento e isso é real. Wilson pode ganhar a simpatia de outros grupos dessa profissão madalena. Não basta correr para garantir um pouco de paraíso tem que ter dignidade. Jornalista vendido é bicho fácil. tem aos quilos.

Pessoalmente não compareci (digo-o porquê pelas informações alheias é como se os tivesse visitado) ao festival de adesões. Não sou contra a adesão, mas os efeitos que podem trazer. Não existe desdobramento em quem pratica a mudança com vontade de agradar e ser recompensado por isso.


Varguitas Mario Vargas Llosa é Nobel de literatura. Deve ser o quinto latino-americano a receber o reconhecimento da Academia Sueca. Li toda a obra dele desde Tia Julia... Excelente. Pena que o Brasil pelos limites da língua portuguesa não tenha fatura um só Nobel.

No trono O jogo político é assim mesmo cheio de contradições. O próprio Silvio Mendes faz campanha de rico entronizado em casarões da Zona Leste. Por que não vem para o centro, porque não abre as portas do comitê para o povo fuçar naquele costume velho nordestino? Perguntei a um próximo ao ex-prefeito. Não respondeu.

Ingenuidade do Elmano O Elmano Ferrer já teve muito cargo público, mas nunca teve um político diretamente ligado a ele. Por isso sua ingenuidade em admitir que resolveu apoiar o Wilson Martins porque o ministro Padilha abriu portas do Planalto ao seu projeto de prefeito. Está certo. Ele só pensa na administração, numa gestão eficiente.

Torrando Futriqueiro da cena política dizia que o JVC saiu dessa mais queimado que pau de torrar café.

Pantaleão Dizem que os donos dos institutos de pesquisa que faziam massagens nos dedos para contar dinheiro estão pensando em outro negócio. Que tal um puteiro? Na obra do grande Mario Vargas Llosa, Nobel de literatura anunciado nesta sexta-feira, Pantaleão e as visitadoras, um oficial do exército peruano fez carreira ao ajeitar mulher para colegas mais graduados.  


Omissões e lorotas

Sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Estado de S. Paulo noticiou no fim da semana que as emissoras de rádio e TV estão liberadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para veicular programas humorísticos com charges ou sátiras sobre os candidatos e poderão difundir opinião favorável ou contrária a candidaturas em programas jornalísticos e em editoriais. As críticas poderão ser feitas, inclusive, com o uso de montagens e trucagens de áudio ou vídeo. Porém, os ministros do STF ressalvaram que as críticas ou veiculação de programas de humor não podem servir de propaganda em favor de candidatos.

Por seis votos a três, o tribunal suspendeu, a pedido da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), o trecho da lei eleitoral que afrontava a liberdade de imprensa, conforme entendimento dos ministros. A decisão confirma a liminar dada na semana passada pelo relator do processo, Carlos Ayres Britto.

Os dois pontos da Lei 9.504 que foram suspensos pelo STF vigoravam há 13 anos e já estavam previstos na legislação eleitoral há 17 anos, mas nunca foram contestados no Judiciário. Os trechos proibiam que as emissoras de rádio e televisão usassem "trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato" e difundissem opinião favorável ou contrária a candidaturas a partir de 1º de julho de anos eleitorais.

Fica a expectativa de sempre: quando haverá de fato liberdade de opinião neste País, onde ações isoladas de jornalistas são consideradas atentatórias contra a moralidade e bons costumes, quando muito sabemos claramente que essas cortinas de fumaça provocadas por legislação conservadora nada mais faz que preservar a impunidade e acobertar os corruptps que se utilizam do poder para permanecer nele.

Veja bem o caso do Piauí em que aparece glorioso e destituído de qualquer maldade o ex-governador do Piauí, Wellington Dias, brindado de maneira gratuita pelo jornalismo da TV Cidade Verde como campeão de votos em pesquisas que essa mesma emissora manda elaborar para agradar seus amigos.

Sem um pingo de crítica nem noção de realidade essa instituição manda publicar a cada dia em tom de propaganda percentuais altamente favoráveis a esse candidato constituindo, ao mesmo tempo, grave desserviço aos demais inclusive ao professor e deputado federal Antonio José Medeiros acomodado em acachapante menos de 10 por cento de preferência do mesmo eleitor que consagra seu correligionário com índices irreais a se considerar o que dizem outros institutos de pesquisa.

Contanto pesa sobre o governo de Wellington Dias as mais veementes irregularidades quase todas registradas na manipulação dos dinheiros públicos havendo notícia, não comprovada, de que estaria se constituindo em um dos mais notáveis candidatos pelo cabedal destinado à sua e campanha política. Ele nada sofre e permanece ileso ao desgaste sem um arranhão ao verniz de sua imagem.

O mesmo ocorre com a candidatura de sua mulher, Rejane Dias, cuja foto devidamente apetrechada dos mecanismos tecnológicos, aparece em fotos inteiras envolopando veículos de campanha.

Trata-se da exacerbação da soberba: a mulher de Wellington Dias não precisa desses recursos para aparecer bonita da mesma forma que, supõe-se, se seu governo é tão bem avaliado como se diz, por que depender dessas alavancadas de pesquisas suspeitas com as quais pretende a Cidade Verde agradar o ex-governador?

Wellington Dias, certamente, não é tão confiante assim na preferência de mais de 65% do eleitorado do Piauí. Sendo assim seria eleito com votação próxima do recorde absoluto. Da mesma maneira que isso não ocorrer, a televisão que o idolatra corre o risco de afundar ainda mais no descrédito tal a falta de sutileza com que age na tentativa de agradar o ex-ocupante do Karnak, famoso pela facilidade com que usou dinheiro público para erigir em seu favor pedestal de honradez e competência.

Eleições são primas legítimas de exageros, de invenções, de factóides como acontece também com esse arremedo de metrô com que o filho do ex-governador Alberto Silva tenta enganar o povo de Teresina com a finalidade de turbinar o desempenho do governador (que o mantém no cargo pago com dinheiro do contribuinte), candidato à reeleição. Por que não tem sentido o presidente do trem usado como metrô colocá-lo nos trilhos em formato de comício para só acioná-lo oficialmente em 15 dias.

Sabe-se que a justiça eleitoral não permitiu que o governo padronizasse camisetas para uso em campanha de vacinação. Contudo, permite que a cada acelereda do seu cômico trem mineiro o presidente do metrô venha pregar suas mentiras para o povo do Piauí. Marcos Silva está equivocado: não pode utilizar bem público para aparecer como bonzinho fazendo promessas que não pretende cumprir até mesmo por falta de tempo. O pai de Marcos Silva era visionário e realizador. Vê-se que o filho só o seguiu na facilidade com que maneja lorotas.

 


Caça votos

Sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ao receber hoje (20) o título de Cidadão Piauiense, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, disse que a homenagem é um incentivo para que continue a trabalhar mais em favor da população e fortalece os laços fraternais entre cearenses e piauienses.

 

Cesar Asfor afirmou que dezenas de piauienses usaram o rio Poti para colonizar a região dos Inhamuns, no Ceará, sua terra natal, o que, segundo ele, repercutiu de forma positiva na economia daquele Estado. “O Piauí e o Ceará, portanto, têm uma história comum”, assinalou.

 

O presidente do STJ agradeceu a homenagem ao presidente da Assembléia, deputado Themístocles Filho (PMDB), e a todos os parlamentares estaduais, acentuando que “esse título mira e amplia o valor e o mérito de minha atividade de magistrado”.

 

Dos 30 deputados estaduais só sompareceram à solenidade o presidente da Assembléia e mais dois deputados estaduais. 27 estão na "boca-da-mata caçando voto".


Piauiense verdadeiro

Sexta-feira, 20 de agosto de 2010



Faz quase um mês e parece que foi ontem: o corpo do empresário Aerton Fernandes foi velado na Pax União, na Avenida Miguel Rosa até as 17 horas da segunda-feira, dia 26 de julho de 2010, quando foi levado para o Cemitério da Ressurreição, na Zona Leste de Teresina. A última morada de um cidadão de bem que amou Teresina como sua terra natal. Ele foi encontrado morto na sua própria residência, na manhã de segunda-feira hoje (26/7). Aerton Fernandes era proprietário da loja de artigos infantis Babylândia. Idealizador do carnaval de rua, promotor dos principais shows de artistas da Jovem Guarda. O empresário faleceu vítima de infarto às 5h30 da madrugada. A família só encontrou o corpo horas depois, pela manhã.

Aerton nasceu no Estado do Mato Grosso, mas desde cedo formou raízes em solo piauiense, onde constituiu sua família. Aerton foi presidente do Piauí Esporte Clube e começou sua história de sucesso na década de 60. Aliás, história de muita criatividade, visão, luta e fé. Fundou o jornal Diário do Povo e ficou conhecido como um dos maiores fomentadores da cultura local, tendo incentivado artistas de todo o Piauí. Político sem mandato homenageou Ulysses Guimarães nos anos 70, ainda nos tempo da ditadura militar. Foi o responsável pelo acordo que reuniu na mesma coligação o ex-governador Alberto Silva (já falecido) e seu arqui-rival Lucídio Portella.

Membro da Academia de Letras da Região de Sete Cidades (Alresc), com sede na cidade de Piracuruca, onde ocupava a cadeira número 42. A sensibilidade do empresário no apoio às coisas autênticas da terra confere, a rigor, a Aerton Fernandes, um nicho especial no coração e mente dos teresinenses que acompanham o desenvolvimento e as transformações desta terra. Era casada com Dona Neide Marques Fernandes com quem teve três filhos: Júnior, Raquel e Karine.

Com apoio de Aerton Fernandes a escola de Samba de Cacundinha venceu três carnavais seguidos (69, 70 e 71) provocando verdadeiro pânico às tradicionais escolas dos filhos das famílias de bem daquela época.

Isso ocorreu até que Cacundinha pôde conduzir a bom termo os negócios do Carnaval. Já em 1972, a Brasa Samba venceu o desfile e o Carnaval da Escravos foi ficando mais fraco, não resistindo ao desinteresse do teresinense e a modernização dos costumes à medida que as demais foram copiando alguns truques do carnaval humilde da Vila: samba no pé, letras coerentes e fantasias simples. Mas, de bom gosto.

O empresário Aerton Cândido Fernandes era presidente do Piauí Esporte Clube quando o time de futebol conquistou o tetra campeonato. Repleto de grandes jogadores, como Sima, logo os torcedores começaram a chamar a agremiação de´enxuga o rato. Eram poucos os adversários que conseguiam algum resultado positivo. Essa fase de glória do time do São Cristóvão, até hoje é destacada por aqueles apaixonados por suas cores, com justa razão.

No dia 15 de agosto de 1992, quando o clube completou 40 anos, a diretoria de então e os jogadores resolveram homenagear aqueles que fizeram a sua história. A homenagem mais comovente, com discursos, abraços, revelações, foi prestada a Aerton Fernandes, tanto por diretores como por jogadores antigos e cronistas. Aerton ficou bastante emocionado, mas poucos resistiriam a tantas demonstrações de apreço e consideração. Foi reconhecimento ao homem sempre preparado para compreender e incentivar amigos.

Aerton Fernandes viu tempos mais tranqüilos quando a Teresina de hoje, vertical e ingressando no clube das cidades sem segurança, teve e amigos à frentes das escolas de samba e rapazes e mocinhas se divertiam nos corsos e nas batalhas de talco e maisena, terminando tudo às 9 horas da noite, quando começavam os bailes dos clubes.

Destacam-se então o Clube dos Diários, o Jóquei e o Piauí Esporte Clube que, sob a direção de um grupo que tinha à frente Aerton Fernandes, adquirira uma mansão na Avenida Kennedy àquela altura ainda bucólica com suas quintas e residências altivas cercadas de verde e lembranças.

Dono de uma perspicácia única era capaz de visualizar as tendências do eleitorado de Teresina faltando meses para a eleição. É dele a concepção de “onda vermelha” que caracterizou a fase da primeira campanha de Wellington Dias ao Governo do Estado. Não tinha adversários na vida política porque era bem relacionado em todos os setores da vida política e empresarial da cidade.

Em 2002, quando lancei o livro Roda Do poder (1) O processo que cassou o governador do Piauí, recebi de Aerton Fernandes apoio claro e necessário à realização de um volume de história da política atual, quando ampliei a ideia do livro para investigar as tendências do PMDB sempre em direção a que está no poder. Lembrava um episódio da adesão do então senador Alberto Silva ao Governo de Hugo Napoleão.

Não existe na história do Piaui nenhuma pessoa tão aberta a incentivadora dos valores da terra não só do ponto de vista da criação e da preocupação em revelar o outro lado dos piauienses. Aerton os recebi a todos, cantores, poetas, escritores famosos e em começo de carreira. Nos últimos anos começou a abreviar sua presença em eventos políticos e era rara a oportunidade de vê-lo em eventos sociais.

Sua presença, porém, era constante na sua loja da Rua Barroso esquina da Lizandro Nogueira, talvez, o ponto mais conhecido da capital do Piauí e para onde rumavam a cada início de ano letivo milhares de mães e de pais em procura de material escolar.

Aerton Candido Fernandes foi em vida um estimulador da criação e deve ser lembrado após sua morte como um dos piauienses mais importantes dos últimos anos pelo tamanho de sua bondade e pela amplitude de sua ação como homem.



 


Algozes da mídia sebosa

Quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Alguém me pergunta como vejo a atual situação político-eleitoral e respondo sem pressa: é o povo de Teresina contra todas as emissoras de televisão, contra o governo do Estado, contra os institutos de pesquisa.

Contra até mesmo determinada emissora que, na mesma semana que anunciava conquista de nova tecnologia para transmissão em HD (sinal digital) divulgou pesquisa do suspeitíssimo Ibope em que pela primeira vez o candidato Wilson Martins aparece na frente de Silvio Mendes.

Essa televisão é a mesma que faltando dois dias para a eleição de 2002, jogou na cidade uma pesquisa informando que o então governador Hugo Napoleão estava empatado com Wellington Dias em 48% dos votos.

Para combater tal resultado, o povo do PT apoiando o candidato WD cuidou de lançar panfleto em que desqualifica o mesmo Ibope, que agora é usado para enganar o eleitor provocando esses desencontros de informação com o único e exclusivo objetivo de favorecer um dos lados envolvidos na campanha.

Em todo lugar do mundo usa-se pesquisas para consultas ao eleitor sobre a qualidade do discurso e a proposta do candidato. No Brasil é essa esculhambação que vemos todo dia. Um processo seboso de sebastianização de quem não tem dinheiro para contratar instituto favorável, acionado por quadrilhas montadas em emissoras concedidas pelo poder público.

 


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