Foi o músico Assis Bezerra quem batizou ontem (16) o nome do show que vai homenagear a produtora cultural “Sulica”, que na semana passada, por motivo de grave doença, teve sua situação de abandono divulgada em matéria publicada na internet. Durante evento que aconteceu na casa da produtora cultural Soraia Gil, na zona leste de Teresina, um grupo de artistas que estava presente, de imediato, acolheu a proposta: Show em homenagem à Sulica – A dama da cultura piauiense.
Além de Soraia e Assis, estavam presentes figuras importantes do cenário artístico teresinense como Durvalino Couto, Zè Dantas, Jorjão, Fifi, Dimas e Moisés Bezerra, Jandaia, Zemarx, dentre outros. Nos próximos dias, uma comissão encabeçada por Zemarx e Soraia vai se reunir para definir a estratégia, bem como, data e local de execução do show. De acordo com os organizadores, a idéia é não apenas homenagear Sulica, mas somar recursos para ajudar no tratamento dela e sensibilizar as diversas autoridades sobre a importância e a contribuição da homenageada para a cultura local.
A proposta visa ainda atrair mais artistas, amigos de Sulica, bem como contar com o apoio da imprensa local na divulgação desta iniciativa, que tem caráter solidário e cristão.
“Eu questiono: Que pais é esse onde uma pessoa como eu, que entrou na FUNDAC – Fundação Cultural do Piauí em 77, fiz a Feira Popular de Arte, Salão de Humor, Encontro de Folguedos, Projeto Pixinguinha, Interiorização da Cultura, Projeto Torquato Neto, o Beco do Prazer e tantos outros eventos e o Estado não está nem aí, a verdade é essa! Se não fosse minha família eu já tinha morrido a míngua”, disse hoje (10) pela manha, antes de uma sessão de quimioterapia, a funcionária pública Luiza Figueiredo da Silva, a nossa conhecida Sulica, que aos 63 anos luta contra vários cânceres.
Emocionada, Sulica se mostra sem paciência e responde na cara à pergunta sobre a sua situação atual: “Eu estou morrendo, você não esta vendo, não!”. Ela explica que já teve câncer na cabeça, na mama e agora está com a doença nos dois pulmões, no fígado e nos ossos. Mesmo assim, elogia o trabalho que os médicos vêm fazendo por ela. “Os meus médicos têm sido os meus maiores baluartes e a minha família é muito unida, tem me dado força”, diz.
Ela pergunta: “Você sabe quanto ganha um produtor cultural, Zemarx?”. E responde com desgosto: “Oitocentos e poucos reais, e o que é R$ 800? Um remédio que eu tomo é mil e tanto. O táxi que eu gasto por dia é R$ 70,00. O Estado não se propõe nem a dar um táxi pra você vim fazer quimioterapia ou radioterapia”, critica.
A falta dos amigos
Sulica diz que não questiona somente a falta de dinheiro, mas a falta de afeto, de amor e diz que isso também cura. “Eu quero agradecer muito ao Cinéas Santos, que foi no hospital me ver, me levou flor. Eu tô falando de afeto, amor. Será que vocês sambem o que isso?”, questiona.
Muito emocionada, ela manda um abraço para diversos artistas que, como ela diz, conhecem de perto o trabalho dela e cita Edvaldo Nascimento, Durvalino Couto, Geraldo Brito, Rosinha Amorim, Laurenice França e Roraima. Sulica lembra ainda dos grupos de bumba-meu-boi e reisado, do tempo de luta em que, segundo ela, carregavam caixa de cerveja na cabeça pra fazer feira Popular de Arte na Praça Saraiva, em Teresina. “E hoje o Estado não tá nem aí. Quem quiser... (Sulica pede desculpa pela expressão)... que se lasque”, finaliza.
No limite de uma grande emoção, ela agradece ainda a mais pessoas. “Eu quero agradecer muito à minha filha e ao meu neto. (Peço desculpa pela emoção!)... Uma pessoa que muito me procurou também foi o Marcelo (?). E eu tenho que fazer justiça à Sonia Terra, que foi me visitar umas três vezes. Mas, ultimamente, eu tenho procurado por ela, que não tem atendido meus telefonemas. Eu não quero pedir nada pra ninguém não, Zemarx. Eu tava pedindo carinho! Era isso que estava pedindo”, se despede chorando Sulica, em direção à quimioterapia.
10/08/10
O Todo Poderoso presidente de honra da Escola de Samba Ziriguidum, Fernando Monteiro, que alguns teimam em chamá-lo até de “Dono do Carnaval de Teresina”, ficou definitivamente sozinho na LEST – Liga das Escolas de Samba de Teresina. Para quem não se lembra, existem duas ligas de escolas de samba em Teresina: a LEST e a LIEST – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina.
No mês passado, a escola de samba Mocidade Alegre do Parque Piauí, que tem como presidente João Carlos, único aliado de Monteiro na LIEST, aderiu ao grupo da Skindô, Brasa Samba, Sambão, Unidos da Saudade e a mais nova escola de samba de Teresina – A Galo Tricolor.
Agora são seis contra uma. Mas, será que a prefeitura ainda vai dar o comando do carnaval para a LEST como estava acontecendo há algum tempo? Além do mais, tem aquela pendência de R$ 160 mil, referente à prestação de contas do carnaval de 2008, que precisa ser resolvida. Pelo que dizem, até hoje, a nota fiscal daquela despesa nunca apareceu.
Com a promessa, do próprio prefeito de Teresina, Elmano Ferrer e da representante da pasta da cultura municipal Laurenice França, de que vai haver desfile de carnaval no próximo ano, a LIEST - Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina saiu na frente da FCMC – Fundação Cultural Mons. Chaves, nesse sentido. Desde a semana passada acontece o I CURSO DE FORMAÇÃO DE JURADOS DE ESCOLAS DE SAMBA, iniciativa do GREMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA SKINDÔ, com o apoio do MINISTÉRIO DA CULTURA, através IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.
Ontem quarta-feira (21), às 19hs, na Casa da Cultura, localizada na Praça Saraiva, no centro de Teresina, foi realizado o Módulo 8 - Alegorias e Adereços, com o professor/pesquisador da UFPI, Solimar Oliveira.
Pena que a imprensa ainda faz corpo-mole pra tudo isso. “È uma lástima deoclécio!”, como diz o apresentador de TV Amadeu Campos.
Será que essa frase está certa? Talvez a ortografia ou a sintaxe estejam erradas, quem sabe até a morfologia. Mas, a coisa certa é que, mesmo sem saber português/brasileiro da melhor qualidade, os sambistas teresinenses não querem que um prefeito cometa o mesmo erro de Silvio Mendes, de colocar um gestor na Fundação Mons. Chaves que não saiba ler o coração dos artistas, dos sambistas e, principalmente dos funcionários. Aliás, como alguém pode brigar com todo mundo daquele jeito? Eu, particularmente não citei o nome daquele gestor (creio que você sabe de quem estou falando) porque, como gestor, eu já o esqueci. E você?
A LIEST – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina, promove durante esta semana, sempre no período noturno, no auditório da Casa da Cultura, no centro de Teresina, uma serie de palestras sobre o carnaval. O objetivo é mostrar algumas nuances da grande festa, tanto para os protagonistas dos desfiles como para os demais interessados.
Cada noite será debatido um tema, explicando noções mais aprofundadas sobre enredo, fantasias, adereços, dentre outros. No dizer do povo, existem jurados que são colocados para atuar no desfile de carnaval de Teresina que não sabem nem mesmo o que estão julgando.
Ontem, à noite, o presidente desta Liga, Jamil Said, fez uma explanação, mostrando um comparativo entre os maiores carnavais do Brasil e o nosso. A diferença é gritante, mais, a meu ver, só em termos econômicos. Carnaval é igual em qualquer lugar. Nós ainda temos muito pano pra manga!
Segundo Jamil, em todas as cidades em que foi construído um sambódromo, a coisa andou depressa, principalmente em cidades como Florianópoles, Manaus e Macapá. Não penso assim, mas a explanação serviu para mostrar os bons investimentos que poder público daquelas cidades têm feito para engrandecer a grande festa, além de mostrar também que as próprias escolas investem mais do que a subvenção de qualquer prefeito municipal.
A imprensa ainda não percebeu a possibilidade de uma boa matéria, pra variar. Vamos esperar mais acontecimentos.
Até agora ninguém sabe ao certo o que vai ser do desfile de carnaval de Teresina. Pelo menos, a Liest – Liga Independente das Escolas de Samba de Teresina, em reunião, que aconteceu na última quarta-feira (07) , na tradicional Casa de Pedra (na av. Marechal Castelo Branco), não tem nenhum sinal da atual Presidente da FMC – Fundação Monsenhor Chaves, Laurenice França, sobre o assunto. Eles esperam ser chamados para uma reunião o mais breve possível com a nova gestora, mas querem mesmo é um audiência com o Prefeito Elmano Ferrer, que já demonstrou ser um carnavalesco, um sambista, de primeira. É isso aí, Ferrer!!!
Artistas teresinenses reunirem-se amanhã (07), quarta-feira, às 18hs, no Clube dos Diários, no centro de Teresina, para avaliar a proposta da Prefeitura Municipal de Teresina que aumenta o valor do incentivo do Fundo de Cultura, previsto na Lei A. Tito Filho, de incentivo à cultura da capital, de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.
A medida causou espanto já que a mobilização dos artistas é pelo cumprimento do art. 2º da Lei, que prevê um incentivo de 5% do valor de ISS – Imposto Sobre Serviço e IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano. Em valores atuais, o montante arrecadado no ano passado dos dois impostos é de R$ 122 milhões, o que daria um total de cerca de R$ 6 milhões a ser pago à cultura do município.
Também deve participar da reunião o vereador Décio Solano, que entrou com uma solicitação no MP - Ministério Público, pedindo o cumprimento da Lei. A pretensão do vereador é que MP garanta o cumprimento do que prevê a Lei.
Pelo andar da carruagem, parece que o Prefeito Municipal já percebeu que vai ter que garantir o valor previsto na Lei, sob pena de ter as contas da prefeitura bloqueadas.
Disposta a brigar pela volta do desfile dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba na passarela do samba em Teresina, a presidente da ABT – Associação dos Blocos de Teresina, que congrega 18 blocos carnavalescos, Sheila Morena elogiou a criação da mais nova escola de samba de Teresina, a Galo Tricolor.
“Em 2010 não teve carnaval na avenida, só nas comunidades. Alguns blocos desfilaram, o meu desfilou, o Línguas Venenosas. O Paçoca e outros blocos também desfilaram. Na avenida não houve carnaval, infelizmente, né, houve isso aqui. A gente ficou muito triste. A gente espera que o carnaval volte para a avenida. A ABT, da qual sou a presidente, vai brigar pro carnaval voltar para a avenida, que seja na Marechal Castelo Branco ou qualquer outra. O carnaval é na avenida, não em comunidades. O carnaval deste ano prejudicou muito as escolas e os blocos. Deixou muito a desejar, né”, afirmou ela.
Criada no meio das escolas de samba desde os quatro anos de idade, Sheila diz gostar muito de cultura e lembra quando desfilou pela primeira vez na Escravo do Samba, escola do seu coração. Mas, ela disse já ter participado de outras escolas como Skindô, Brasa Samba e Sambão. “Sou apaixonada pelo Samba, pelo carnaval. Acho que já dei minha contribuição para as escolas. Agora estou nos blocos”, revela.
Ela disse ainda que a ABT já está mobilizando os blocos associados, que já estão realizando eventos como os tradicionais bingos e festinhas para arrecadar fundos. A novidade, segundo ela ainda, é a criação dos carnês de sócios, onde os associados de cada bloco pagam uma cota mensal para a realização da grande festa. “Nós estamos nos movimentando”, afirma Sheila.
Fazem parte da ABT os blocos: Línguas Venenosas, Paçoca, Piratas, Coisa de Nego, Galo Preto, Piauí Samba, Tabaco Roxo, Guericó, Turbinados da Sergipe, Los Baleados, Nóstudinha, Mole não Entra, dentre outros
Valendo-se das possibilidades da Heráldica, ciência que se dedica a estudar e criar brasões, o publicitário Terceiro Matos, deu de presente para a nova escola Galo Tricolo, a criação da logomarca da escola. “A concepção da logo da escola surgiu da necessidade de fazer uma ligação da identidade das cores do River com uma bandeira que justificasse a presença de um galo, que é o mascote do clube e, automaticamente ele vai estar ligado a essa logomarca, representando o time, que é uma agremiação que também está dentro da escola de samba”, explica Matos. Ele diz que as cores são sintéticas, normais, chapadas, cujo o objeto visual da logomarca é que as pessoas vejam e, rapidamente façam uma ligação com o objeto da bandeira. “É uma bandeira em volta de um circulo onde, no centro da bandeira, tem um galo. É uma coisa rápida e de fácil expressão”, diz. Matos diz ainda que observou que, como riverino que é, o galo está presente em todas as reações do time até hoje. Para ele, nada mais do que justo fazer essa ligação, representando visualmente o galo. “Acho que a escola foi muito feliz em adotar como mascote o galo e não poderia deixar de ser diferente, né”, comenta. Ele diz que foi preservado na logomarca aquilo que representa Teresina, na medida em que existe um aspecto muito similar ao escudo da cidade. “A heráldica é quem se encarrega de dizer o que é que significa uma parte de um castelo, a parte de um rio. Só que o brasão não está sendo representado naquela estrutura heráldica antiga. Como se vê tem a inserção de um galo, que representa exatamente a escola de samba, levando pra questão do time de futebol. A logomarca quebrou a questão sinuosa, de ter uma palmeira, uma pedra, um sol... Ela ta muito estática e rápida. Tem o sol, tem cores abertas e ele (o galo) está entre toda essa simbologia”, finaliza Matos.