Confronto, de acordo com o dicionário pode ser enfrentamento; ação de defrontar-se com reação de dois adversários. É o que registra a língua. A realidade é outra. Na noite de terça-feira não aconteceu isso que a televisão paga e contratada para defender a integração da prefeitura mostrou. Não houve confronto. A Polícia marchou contra os estudantes, espancou, bateu e prendeu.
Viu-se ali um grupo de jovens(a maioria meninas adolescentes) sendo covardemente agredidas pela Polícia de Teresina: homens armados de cassetetes, bombas de gás, spray de pimenta e outras geringonças, além da famigerada espingarda de bala de borracha.
Tive saudades do meu tempo de jovem. No início dos anos 70, grupo de jovens se levantou contra a polícia militar e houve espancamento na praça Pedro II. Fui ao jornal com o fotógrafo para registrar os acontecimentos; o jornal não queria divulgar a verdade. Como acontece agora.
Em todo mundo a imprensa tem patrão, mas em lugar nenhum do mundo a imprensa é tão “patrão” como em Teresina. Já vi profissionais enfrentando policiais na praça do Liceu, já vi jornalista preso, já vi jornalista espancado.
Mas, confesso, nunca vi jornalista discursando em favor da polícia para criminalizar a juventude. Esses jornalistas das emissoras de Teresina que defendem essa covardia não têm filhos. Não têm amor aos menores, aos mais desprotegidos.
A imprensa pode ter partido, a imprensa por ser imparcial. Mas, a imprensa de Teresina, quando faz seu exame de consciência deve dizer como Valéria do Zorra Total:” como estou bandida”.
Em muitas ocasiões, no auge e calor da campanha eleitoral, o eleitor se vê, de repente, surpreendido com discursos benevolentes pronunciados por candidatos ignorantes e demagogos. Falam em defesa de prerrogativas que dizem respeito diretamente ao trabalhador.
Muitos chegam a prometer empenho pessoal na defesa de políticas públicas que garantam “emprego e renda” para o povo brasileiro, ao mesmo tempo em que solidarizando-se com os jovens prometem a estes ocupação efetiva no mercado de trabalho.
Essas pessoas que se elegem com seus próprios recursos financeiros, que arrecadam votos através da contratação de cabos eleitorais e contratação de “boca de urna”, a rigor, não tem nenhum tipo de compromisso com o povo.
São, como eles próprios dizem, donos do mandato falando em seu próprio nome na terceira pessoa com o se fossem orientados a falar como robôs.
O Congresso Nacional é decepcionante. A bancada do Piauí no Congresso é mais disso. Trata-se de um grupo de burgueses alinhados pura e simplesmente com a regra capitalista de tirar proveito de tudo.
A representação popular é uma fachada. No recente episódio da votação do novo do salário mínimo todos puderam compreender perfeitamente que o compromisso dessa gente não absolutamente com o povo, mas com o Governo que usa sua maioria nas duas casas com a mesma aplicação com que uma criança brinca com as peças de um jogo de armar.
Pior do que a maneira genuflexa com que se comprometem com a agenda do governo, esses deputados de pouca preocupação com ordem democrática usam estratégias da malandragem para fugir de encontro com o eleitor. Nos aeroportos enfurnam-se nas chamadas salas Vips (restritas a determinado tipo de passageiro), nas ruas colam telefones móveis ao ouvido para escapar ao assédio de algum cidadão ingênuo.
O comportamento desses políticos de temporadas em tudo lembra O médico e o monstro (título original em inglês: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde) nome de um livro de Robert Louis Stevenson publicado em 1886. A obra foi, em seu tempo, considerado excelente livro de horror e suspense, que marcaria profundamente seus leitores, pois mantém atmosfera assustadora durante todo o enredo, se tornando assim um clássico do mistério. A história de Stevenson baseou-se na vida dupla de um habitante de Edimburgo, na Escócia, chamado William Brodie: de dia ele era um respeitado marceneiro; à noite, roubava as casas dos moradores da cidade.
Com a votação do novo salário mínimo o político se transforma no monstro que tira do povo brasileiro as chances de levar vida mais saudável, mais digna ou ainda passando menos privações aos quais estão sujeitos todos os homens que vivem sob a égide da moeda.
O Piauí é o grande perdedor no episódio da troca de diretor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba e, de uma vez só, os dois principais líderes do poder político do Estado, o governador Wilson Martins e o senador Wellington Dias ficaram no “ora veja”.
Na disputa para indicação do novo diretor tanto o governador Wilson Martins como o petista Wellington Dias tinham seus candidatos. Dilma Roussef ignorou as duas indicações. Na segunda-feira, durante assinatura de ato no karnak, o governador Wilson Martins tentava reduzir as proporções do desprestígio do Piauí no contexto nacional alegando que a presidente Dilma Roussef estava certa e que o episódio não prejudicaria as boas relações dele com Wellington Dias.
Na terça-feira, o Estado de São Paulo informava que “Depois de permanecer interinamente por quase um ano à frente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Clementino Coelho foi substituído nessa segunda-feira, 9, por Guilherme Almeida na função por ordem da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi publicada nesta terça-feira, 10, no Diário Oficial da União. Clementino é irmão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, pasta à qual a Codevasf é subordinada.
Na interpretação do ministério e da Controladoria Geral da União (CGU), essa subordinação não caracteriza caso de nepotismo, uma vez que Clementino nunca foi nomeado oficialmente para a função e ocuparia o cargo por ser o diretor mais antigo da Codevasf. Cobrado pela longa permanência de Clementino na interinidade e pela suspeita do caso de nepotismo, o governo federal decidiu resolver nessa segunda a situação e reduzir o desgaste político pelo problema, sacramentando sua substituição. Mesmo assim, segundo o Diário Oficial, Guilherme Almeida assume a presidência da Codevasf ainda em caráter interino. Já Clementino continuará subordinado ao irmão, já que permanece na Codevasf, ocupando uma diretoria”.
Boatos de arrastões, medo e insegurança levam centro comercial a abaixar portas. Carteiros e agentes de trânsito param.Com policiais militares do Ceará em greve há seis dias, Fortaleza vive clima de pânico nesta terça-feira (03). O comércio do centro da cidade, de bairros da periferia e de áreas nobre da cidade fecharam as portas temerosos por conta de arrastões que estariam acontecendo em toda a capital.
O Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE) também informou que os carteiros foram tirados das ruas. Os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), que fiscalizam o trânsito da capital, também anunciaram que vão parar. Além disso, alguns postos de saúde encerraram o atendimento.
Segundo o comando grevista, 80% dos policiais e bombeiros de Fortaleza estão parados - não há estimativa sobre o Estado. O governo não divulga sua estimativa nem para a capital nem para o Estado. A Polícia Civil trabalha normalmente.
Os aposentados têm mais um round nesta quarta-feira na tentativa de aprovar o reajuste de seus benefícios no projeto de orçamento do governo federal para 2012. Representantes do inativos e parlamentares devem tentar uma reunião com líderes governistas no Congresso, em mais uma tentativa de convencê-los a apoiar a proposta de aumento das aposentadorias com valores superiores a um salário mínimo. Nesta terça-feira, o grupo lotou a reunião da comissão mista que discute o orçamento no Senado e na Câmara, mas a audiência acabou sendo desmarcada por falta de quorum dos senadores.
O grupo quer garantir que relatório que pode ser votado na comissão nesta quarta indique recursos do orçamento para o aumento dos aposentados. O relator do projeto, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), já disse que o texto não deve contemplar a reivindicação, mas os aposentados querem aprovar emenda à proposta. O objetivo é assegurar 11,7% de reajuste dos benefícios em 2012. O índice corresponde a 80% do PIB (Produto Interno Bruto) mais a inflação do ano.
Os presidentes da Fundação Ulysses Guimarães Nacional e do Piauí, e do diretório estadual do PMDB no Piauí, Eliseu Padilha, João Henrique de Almeida e Marcelo Castro promovem hoje grande reunião no auditório da Federação das Indústrias a partir das 9 horas.
Segundo o convite para o evento “a Fundação Ulysses Guimarães põe o pé na estrada e realiza em todo o Brasil uma intensa maratona de debates para ouvir o que pensam e o que dizem todos os Estados sobre o trabalho desenvolvido pela instituição, pelos cursos de formação política (EAD) e pelo partido.
Para o encontro de hoje está prevista a chegada a de grandes nomes do PMDB. O deputado federal Marcelo Castelo vai presidir o evento.
É hora de reparar injustiças: neste momento sou obrigado a restabelecer a verdade dando a Straus-Khan direito de resposta neste espaço depois que ele apareceu como culpado de abuso contra camareira.
A Justiça decidiu libertar Dominique Strauss-Kahn, um dia depois de vazar a informação de que a promotoria encontrou divergências no depoimento da camareira que o acusa de crimes sexuais.
O ex-chefe do FMI estava cumprindo prisão domiciliar em uma casa de luxo em Nova York. Nesta sexta, os promotores chegaram a um consenso e o tribunal decidiu soltá-lo e devolver os 6 milhões de dólares que ele tinha pago de fiança.
Contudo, o juiz Michael Obus salienta que "o caso não está encerrado", e as acusações abertas contra Strauss-Kahn não foram abandonadas. Seu passaporte continua retido pela Justiça americana e ele teve de se comprometer a apresentar-se à Justiça sempre que convocado. A próxima audiência está marcada para o dia 18 de julho. Com informações de Veja.
MPF requisita inquérito à PF para investigar obras do Porto
De acordo com relatório da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República (CISET/CC/PR), existem diversas irregularidades e falhas na execução das obras do Porto que podem já ter causado um prejuízo aos cofres públicos estimado em mais de seis milhões e meio de reais
O Ministério Público Federal no Piauí, por meio do procurador da República Kelston Pinheiro Lages, requisitou ao superintendente regional da Polícia Federal no Piauí, Marco Antônio Farias, a instauração de inquérito policial para apurar desvios de recursos públicos federais e delitos que atentem contra a Lei de Licitações nas obras de conclusão do Porto Marítimo de Luís Correia/PI.
O procurador requisitou a abertura do inquérito policial com base em relatório de fiscalização n°24/2010 da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República (CISET/CC/PR) que integra o inquérito civil público n° 1.27.000.000459/2008-70 que tramita na Procuradoria com o objetivo de acompanhar e fiscalizar as obras do Porto.
De acordo com o relatório da CISET - resultado de fiscalizações realizadas na Secretaria de Transportes do Estado do Piauí (Setrans), no período de 09/08/2010 a 13/08/2010, mais especificamente no Convênio nº 03/2007 - existem diversas irregularidades e falhas na execução das obras do Porto que podem já ter causado um prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 6.554.138,08 (seis milhões, quinhentos e cinquenta e quatro mil, centro e trinta e oito centavos).
Dentre as irregularidades apontadas pela CISET, estão: não apresentação de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do empreendimento; irregularidade na execução das obras relativas à falhas na elaboração de projetos; divergências entre o objeto do plano de trabalho e o licitado; indícios de sobrepreço; existência de vínculo entre o autor do projeto e o executor das obras; indícios de restrição do caráter competitivo da licitação, ateste indevido de serviços e falhas no reajustamento dos contratos.
Para o procurador da República, “os fatos expostos são graves e, por isso, o MPF requisitou a abertura de inquérito policial para aprofundar as constatações mencionadas no relatório da CISET, apurando a materialidade e autoria de eventuais delitos previstos na Lei de Licitações, bem como de desvios de recursos públicos federais”.
Como diligência inicial, Kelston Lages requisitou a designação de perícia de engenharia/ contábil para quantificar o eventual prejuízo aos cofres públicos, a compatibilidade do que foi repassado de recursos e o que, efetivamente, foi realizado, com a identificação dos responsáveis. Requisitou também a oitiva dos sócios da empresa responsável pelas obras e dos ex-secretários de Transporte do Governo do Estado.
Da Agência Brasil
Brasília - O Ministério da Previdência Social quer que aposentados e pensionistas recebam a metade do décimo terceiro salário em agosto. A proposta será encaminhada pelo ministro Garibaldi Alves Filho ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Garibaldi Alves Filho pedirá também que as antecipações sejam definitivas. Se a sugestão for aceita, no ano que vem a metade do décimo terceiro será paga em julho e a partir de 2013, em junho. A data do encontro dos ministros ainda não foi marcada.
De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério da Previdência Social, a proposta foi negociada pelo grupo de trabalho criado no final de maio para analisar a pauta de reivindicações dos aposentados e pensionistas. A pasta anunciou também informou que ficou acertado esta semana com dirigentes de entidades representativas de aposentados e de centrais sindicais que Garibaldi Alves Filho negociará com Mantega o pagamento da diferença de 0,06% que não foi aplicada no reajuste dos aposentados em 2011.
O Ministério da Previdência informou ainda que nas negociações com a Fazenda deverá ser incluído o pagamento das revisões do teto previstas em emendas à Constituição de 1998 e 2003. A proposta é quitar a dívida de forma parcelada e escalonada. Segundo a Previdência, quase 140 mil aposentados têm direito a um montante total de quase R$ 1,5 bilhão.
O Senado iniciou a nova legislatura (2011-2014) significativamente renovado em relação à anterior, com dois terços de novos representantes eleitos. Em contraposição aos ares de novidade, uma prática de outros tempos permanece: mesmo sem precisar, muitos parlamentares da chamada Câmara Alta optam por receber o auxílio-moradia, benefício teoricamente criado para ajudar no custeio habitacional daqueles originários de outros estados, e sem residência própria no Distrito Federal.
No caso dos senadores do Piauí só Wellington Dias está os 13 senadores que abrem do auxílio-moradia. João Vicente Claudino, apesar de milionário, residente em apartamento funcional do Senado, enquanto que Ciro Nogueira, cuja família, tem dezenas de imóveis recebe verba do Senado para moradia.
No outro extremo, 28 atualmente recebem a verba extra (fixada em R$ 3,8 mil mensais), quando poderiam ter escolhido morar em um dos 72 apartamentos oficiais à disposição do Senado. Na legislatura passada, 17 senadores recebiam o auxílio. Ao todo, o custo mensal com o recurso opcional é de cerca de R$ 103 mil para os cofres públicos, apenas no Senado. Dos 81 senadores, apenas 13 (17,2%) abdicam dessa e da outra possibilidade - o imóvel funcional, que tem 40 ocupações entre os membros do Senado. (Com informes de Fábio Góis –Congresso em Foco)