O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se reuniu com seus advogados, na noite deste domingo, em Brasília, para discutir estratégias de defesa. Na chegada ao aeroporto, seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que ele não pensa em deixar o cargo. "Pelo que acabei de conversar com ele por telefone... não pensa em renunciar", afirmou.
Para o advogado, as escutas telefônicas que capturaram as conversas entre Demóstenes e Cachoeira são ilegais. “Há que se investigar o ministério público que durante três anos o gravou ilegalmente e há que se investigar por que o juiz determinou que ele fosse gravado durante três anos”, afirmou.
Castro disse que “jamais” aconselharia a renúncia ao senador. “O caso, juridicamente, é simples. Esse inquérito não tem como prosseguir”, enfatizou.
Torres tem sido alvo de diversos escândalos desde que o bicheiro Carlos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
Áudios da investigação apontam que o parlamentar atuava no Legislativo e junto a órgãos públicos, como Ibama, Anvisa e Infraero, em favor de Cachoeira. Os rumores em Brasília são de que Demóstenes deve renunciar até a terça-feira, prazo que seu partido, o Democratas, lhe deu para prestar esclarecimentos.