Terça-feira, 22 de maio de 2012

Campanha separatista abre feridas na população do Pará

10/12/2011 17:12h

Assim como uma discussão sobre um provável rompimento em uma relação, a campanha do plebiscito que ouve domingo a população de Belém sobre a criação dos Estados de Carajás e Tapajós, abriu feridas em praticamente todos os moradores.

As campanhas despertaram, de certa maneira, a raiva e o rancor em uma população que antes vivia de forma absolutamente pacífica, respeitando-se apesar das suas diferenças. O que antes era apenas uma reivindicação de uma região, tornou-se nessa reta final de campanha uma disputa entre bandidos, mocinhos, explorados e oprimidos
Os moradores das regiões separatistas, principalmente em Marabá, mostram claramente sua revolta com a população de Belém, apesar do plebiscito ainda não ter ocorrido. Eles recriminam os habitantes da região metropolitana da capital de não apoiá-los na divisão.

Nas ruas, é fácil ouvir expressões pejorativas contra os belenenses como “cariocas genéricos” ou “papachibés”. A primeira em alusão ao sotaque do belenense; o segundo, uma referência a um caldo típico da região, o chibé, feito com água, farinha e limão.

Em Belém, pessoas que estão mais ligadas à campanha reclamam das propostas dos “forasteiros” de Carajás e Tapajós. Chamam a ideia separatista de “furto” das riquezas do Estado, dizem que as propostas são oportunistas e que a divisão seria uma punição ainda mais severa a um Pará já vítima da pobreza e do isolamento. Fazem sempre menções ao passado político dos líderes separatistas já que alguns deles respondem a ações no STF (Supremo Tribunal Federal) por indícios de corrupção.
 

Fonte : Último segundo
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