Domingo, 5 de fevereiro de 2012

Comissão europeia investiga o Google

25/02/2010 08:12h

A Comissão Europeia (CE) abriu investigações contra o Google por suposta manipulação dos resultados de seu instrumento de busca para prejudicar concorrentes. O anúncio foi feito, ontem, no mesmo dia em que um tribunal na Itália condenou três dirigentes do Google por terem permitido a veiculação de um vídeo que mostra um garoto autista sendo humilhado. Trata-se da primeira condenação pela difusão de um conteúdo por meio do YouTube (leia mais à página A17).

Em Bruxelas, a CE informou ter recebido três queixas antitruste contra o Google. A acusação feita pelas concorrentes, entre elas uma subsidiária da Microsoft, é de que os anúncios de busca no site são manipulados, de maneira que os sites dos rivais fiquem escondidos no ranking de resultados. As denúncias também foram feitas pela Foundem.co.uk, site britânico de comparação de preços, e EJustice.fr, site francês especializado em buscas legais.

Para as empresas, o local onde a Google indica cada empresa ou produto buscado é fundamental para suas vendas. Segundo a denúncia, o instrumento de busca mostraria sites relacionados às empresas ligadas à Microsoft em posições com pouco destaque.

Agora, caberá à União Europeia determinar se houve abuso do Google. Pela lei, as multas podem chegar a até 10% dos lucros da empresa. Contra a própria Microsoft e a Intel, a UE já cobrou multas bilionárias por violarem regras de concorrência. Representantes do Google garantem respeitar as normas. "Nosso método tem como meta classificar o que as pessoas podem achar mais útil. A hierarquia é por relevância dos sites", explicou a empresa.

No mundo, Google controla 90% do mercado de buscas na internet, contra 7,4% de Yahoo e Bing. Nos Estados Unidos, a empresa já foi questionada sobre um projeto de digitalização de livros.

Em nota publicada no site do Google, a consultora de concorrência da companhia, Julia Holtz, Holtz, reconheceu que as buscas do Google "não são perfeitas", mas justificou essa circunstância pela dificuldade de "classificar os 272 milhões de possíveis resultados para uma consulta popular como o iPod no computador em poucos milésimos de segundos." "Nossos algoritmos priorizam as entradas que as pessoas podem considerar mais úteis", explicou Holtz, que defendeu o tempo todo as boas intenções da companhia fundada por Larry Page e Sergey Brin.

"Sempre trabalhamos para assegurar que alcançaremos o êxito de maneira adequada, mediante a inovação tecnológica e bons produtos; e não bloqueando aos nossos usuários ou anunciantes, ou inclusive criando barreiras artificiais de entrada", insistiu a especialista do Google no blog.

Fonte : Último segundo
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