
De técnico novo e ataque velho, o Flamengo vai a campo nesta quarta-feira, contra o Cruzeiro, às 21 horas, em Uberlândia, em busca da reabilitação. A missão não será fácil para o técnico Silas, que fará sua estreia oficial no comando rubro-negro, depois de assistir da tribuna ao desastre contra o Guarani, na última rodada, quando a equipe carioca deixou o time da casa virar nos minutos finais.
Com pouco tempo para conhecer o grupo e nenhum coletivo, o novo treinador terá de fazer mágica para interromper a série de três jogos sem vitórias. Para começar sua história no clube com triunfo, Silas não poderá contar com Diogo, que machucou o tornozelo esquerdo e está vetado, e com Deivid, que só deve estrear no domingo, contra o Santos. Assim, Val Baiano deve voltar a ser o homem de frente. Ele ainda não marcou com a camisa rubro-negra.
"Não tem muito o que inventar neste momento, o tempo é muito curto. O time esteve bem em Campinas. Teremos é que mudar o ataque, por causa do Diogo. Não vamos mudar na defesa, precisamos corrigir do meio para frente, implantar um futebol ofensivo. Vai ser mais na base da conversa mesmo", admitiu Silas, que terá de reverter uma fase ruim que perdura por todo o período do pós-Copa. Nos últimos oito jogos, conta-se apenas uma vitória rubro-negra, um sofrível 1 a 0 sobre o Ceará.
O técnico sabe, porém, que a equipe, depois de desperdiçar pontos preciosos contra adversários que se encontravam na parte de baixo da tabela (como as derrotas para o Goiás, no Maracanã, Atlético-PR e o próprio Guarani) a estrada só faz ficar mais difícil. "Estava analisando a tabela. Cruzeiro, Santos, São Paulo, Grêmio, clássicos. Não tem um jogo fácil. Por isso precisamos encarar jogo a jogo. Uma vantagem para essa partida é que tenho um pouco o Cruzeiro na mente, pois joguei contra eles há pouco tempo, pelo Grêmio. Vamos ver o que podemos fazer", contou.
Mesmo com todas as dificuldades e sem tempo hábil para implementar sua filosofia a contento, Silas projeta que o Flamengo vai se recuperar. Seu temor é o time continuar patinando e jogar o restante do campeonato apenas para cumprir tabela. "Estamos a 16 pontos do líder, é uma distância considerável. Mas já aconteceu uma vez (uma reação) e pode acontecer de novo. Precisamos ter cuidado para não chegar na quinta, sétima rodada do returno e ficar naquela zona que não almeja mais nada nem cai para a Segunda Divisão. Ficar o resto do ano só administrando", alertou.