O discurso do jornalista Zózimo Tavares um dos sete candidatos que disputavam a indicação da Assembléia Legislativa para o cargo vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, causou uma sai justa no presidente da Assembléia Legislativa e nos demais presentes.
No discurso de apresentação de suas idéia, o jornalista elogiou as ações do presidente do Poder, que, segundo ele, foi democrático ao instalar a TV Assembléia para transmissão ao vivo das sessões da casa, mas agiu como um ditador. Agiu como na época da Lei Falcão e como Hugo Chaves na Venezuela, outro ditador, quando deu pouco tempo para quem quis se candidatar ao cargo.
Para o jornalista, o cargo de conselheiro é muito importante e merece ser mais discutido. Segundo Tavares é tão importante que até deputado deixa de ser deputado para ser conselheiro do TCE. Ao final do discurso de Zózimo, o presidente da AL, Themístócles Filho disse que ele se equivocou e que houve sim tempo hábil para quem pretendeu se candidatar ao cargo.
Sete candidatos disputaram o cargo: Jailson Campelo, Xavier Neto, Zózimo Tavares, Edilson Correia Alves Lima, Júlio Ferraz Arcoverde, Valmir Martins Falcão Sobrinho e Carlos Augusto Sousa Mata.
Todos os candidatos se apresentaram no plenário e cada um teve cinco minutos para falar porque desejam ser conselheiro. Os deputados não fizeram perguntas.
Logo depois foi realizado o processo de votação que foi secreta. A primeira a votar foi a deputada Ana Paula (PMDB).
Votação dos candidatos:
Xavier Neto 14, Júlio Ferraz Arcoverde 09, Jailson Campelo 05,Zózimo Tavares 1, os demais candidatos Edilson Correia Alves Lima, Valmir Martins Falcão Sobrinho e Carlos Augusto Sousa Mata não receberam votos.
Com a votação acima, houve segundo turno porque o deputado Xavier Neto, o mais votado, obteve apenas 14 votos, insuficiente para vencer no primeiro turno.