Terça-feira, 21 de maio de 2013

Número de homicídios cresce 139% em fevereiro, diz Sinpolpi

19/03/2012 09:25h

O número de homicídios dolosos no Piauí teve um aumento de exatos 139,8% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano passado. Em fevereiro de 2011 foram registrados 17 assassinatos em todo o Piauí e já em fevereiro deste ano o número subiu para 41 crimes. Os dados são de uma pesquisa mensal realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de carreira do Piauí (Sinpolpi) com o objetivo de medir um índice de violência no Estado.
Somente em Teresina, foram registrados 27 assassinatos no mês passado, enquanto que em 2011 foram 17 em todo o Piauí.
A pesquisa mostra que mais uma vez os crimes praticados com armas de fogo foram à maioria com um total de 25 casos. Outras 11 pessoas foram mortas com armas brancas, como facas e punhais e os cinco casos restantes foram praticados com outros instrumentos, geralmente paus ou pedras.
Dentre as ocupações das vítimas, a maioria dos números é de estudante seguido por ex-detentos ou detentos. “O caso dos ex-detentos, por sinal, é uma prova de que os programas de ressocialização dos presos não funcionam porque eles voltam ao submundo do crime e terminam mortos, na maioria dos casos em brigas de gangues pela disputa dos pontos de drogas ou mesmo por rixas criadas entre as quadrilhas dentro e fora dos presídios”, destacou o presidente do Sinpolpi, Cristiano Ribeiro.

Com relação às zonas da Capital, a Sul foi a mais violenta durante o mês de fevereiro com 10 assassinatos. Norte e Leste registraram seis casos cada uma delas e a zona Sudeste teve um crime a menos do que as duas, ficando com cinco casos.
 

Parnaíba

Para o presidente do Sinpolpi, Cristiano Ribeiro, esses números refletem a falta de investimentos no Estado no aparelho de segurança. “Há mais de um ano o Governo tenta concluir o IML de Teresina e iniciar um outro em Parnaíba, mas não consegue. No litoral, por exemplo, a criminalidade está tomando rumos fora de controle. Parnaíba, mais uma vez, ficou em segundo lugar do ranking dos municípios mais violentos com quatro assassinatos, atrás apenas da Capital”, declarou.
Segundo Cristiano Ribeiro, parte da ineficiência é provocada pela falta de estrutura, como equipamentos, delegacias funcionando e acima de tudo a falta de pessoal. Na maioria das delegacias do Estado o número de policiais é insuficiente o que culmina com a sobrecarga e o estresse, não só dos agentes e escrivães, mas também de delegados e policiais militares.

Fonte : Cidade Verde
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