
O prefeito Elmano Férrer não acredita no resultado das últimas pesquisas dos institutos Amostragem e Capta Vox que apontam uma queda do candidato do PTB na preferência do eleitor. Em conversa com jornalistas durante a solenidade do lançamento do programa de aniversário de Teresina, no último dia 30, o prefeito revelou que tem acompanhado o senador João Vicente Claudino em suas viagens e não conseguiu detectar essa queda.
Segundo ele, em pesquisas que o PTB tem mandado realizar pelo Instituto Exatas (GO) a situação de João Vicente Claudino é muito confortável. “A diferença é que os nossos levantamentos são feitos num universo maior de eleitores, acima de 100 municípios, enquanto as outras pesquisas são feitas em apenas 50”, destacando que no momento os petebistas não estão muito preocupados com pesquisas.
Elmano Férrer argumenta que somente depois do início do horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio o eleitor identificará melhor os candidatos e definirá em quem votar, após conhecer melhor as ideias e propostas de cada um. Ele acredita que só a partir daí as pesquisas de intenção de voto vão refletir a realidade.
Manipulação
As suspeitas de manipulação das pesquisas não partem apenas do PTB. Lideranças do PSDB também estranharam a forma como a última pesquisa do Amostragem foi divulgada em três etapas pelo contratante, o Grupo Meio Norte de Comunicação. Primeiro foi divulgado o resultado da consulta para o Senado, depois a de presidente e, por último, uma semana depois, a de governador. E mesmo não havendo alteração no quadro, o MN abriu manchete destacando que Sílvio Mendes (PSDB) recuou, Wilson Martins cresceu e João Vicente Claudino caiu. O candidato do PSDB chegou a dizer, na oportunidade, que como a pesquisa só foi divulgada uma semana depois de realizada já deveria estar muito à frente de seus concorrentes.
O estranho na análise das pesquisas feitas por alguns jornalistas e cientistas políticos é que mesmo não tendo acontecido nenhum fato extraordinário que justifique uma mudança radical no quadro sucessório, eles conseguem perceber uma tendência de queda do candidato que vem se mantendo no topo das pesquisas desde as convenções, sempre com uma diferença razoável de pontos em relação ao segundo colocado.