O quarto dia nas manifestações #CONTRAOAUMENTO_II que iniciou por volta de 9h desta quinta na Praça do Fripisa terminou em caos e vandalismo. Durante a manhã se dirigiram em caminhada ao Karnak e em seguida fizeram várias voltas na Avenida Frei Serafim interrompendo o trânsito.
Os estudantes protestam contra o aumento de passagem que entrou em vigor dia 2 de janeiro, onde passou de R$ 1,90 para R$ 2,10. Também reclamam na integração implantada que não atende às necessidades dos teresinenses.
A tropa de choque teve que intervir no período da tarde quando teve que conter alguns manifestantes mais exaltados. Os policiais se colocaram no meio da avenida com spray de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha. Do outro lado os manifestantes chegaram a quebrar os vidros de um ônibus no cruzamento com a avenida Miguel Rosa. Um suposto policial foi detido acusado de bater agredira uma criança que estava na manifestação.
Minutos depois um ônibus da empresa Dois Irmãos, para Timon-MA foi apedrejado por manifestantes radicas que em seguida incendiaram-no na rua Coelho Rodrigues, o Corpo de Bombeiros controlou as chamas, depois que o mesmo estava completamente destruído.
Para a Coronel Júlia Beatriz , responsável pelo gerenciamento de crise da Polícia Militar, há um pequeno grupo infiltrado entre os estudantes que não aceita dialogar e tumultuam a manifestação. “A gente tem tentado negociar, mas está complicado, pois tem um grupo que não quer conversar”, explicou a Coronel Júlia. Ao ser questionada sobre quem seriam os integrantes deste grupo, a militar disse não saber identificar nomes nem origens dessas pessoas. “Nem eles mesmos identificam. A questão é que dizem que não tem liderança. A gente pede e eles não cumprem o que foi acordado”, argumentou.
Um dos pontos altos da manifestação realizada pelos estudantes na avenida Frei Serafim foi o momento em que a arvore de natal, conhecida como “Fantasmão”, foi derrubada por um grupo pequeno dos manifestantes que participam do movimento. O grupo puxou os cabos que sustentavam a estrutura levando o “Fantasmão” ao chão. O perigo maior deve-se ao fato de que a estrutura caiu justamente sobre os fios da rede elétrica causando uma pequena explosão e deixando a avenida às escuras.