Com uma pré-campanha posta para pleitear a indicação da base aliada rumo ao Governo do Estado, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) está de olho em duas vagas na chapa majoritária governista nas eleições deste ano. O PT almeja indicar a cabeça de chapa e um candidato a senador na coligação da base rumo ao Palácio de Karnak.
Além do secretário de Educação e deputado federal Antônio José Medeiros, pré-candidato ao Governo, a sigla tem como principal nome para a disputa da vaga ao Senado, o governador do Estado, Wellington Dias, que não descarta a possibilidade de deixar a cadeira do Executivo no dia 2 de abril, data estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a desincompatibilização, para disputar as eleições.
Contudo, os petistas sabem que a tarefa não é fácil e, por isso, estudam alternativas para acomodar os aliados que pré-candidatos ao Governo já possuem três nomes: senador João Vicente Claudino (PTB), deputado federal, Marcelo Castro (PMDB) e vice-governador Wilson Martins (PSB).
Segundo a assessoria do pré-candidato petista Antônio José Medeiros, uma das alternativas para solucionar o impasse seria a nomeação de aliados para órgãos de maior peso no governo, caso a composição governista seja vitoriosa. Na atual administração, a maioria destas secretarias encontra-se sob a gestão de petistas.
De acordo com Medeiros, o Diretório Nacional do PT só começou recentemente a discutir a sucessão no Piauí. Ele aponta que a posição é ter as duas vagas, mas sabe que mais importante é manter uma boa aliança e, para isso, terá que contemplar os aliados satisfatoriamente.
O petista descartou a possibilidade do presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata ao Palácio do Planalto, interferir nas decisões no Estado. “Tudo que vem se falando sobre posição de Lula e Dilma na sucessão do Estado é mera especulação”, pontuou.