Quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quem participou na morte de "Gato Félix"?

01/12/2011 11:15h

O advogado Lúcio Tadeu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, criticou a secretaria estadual de Segurança pela falta de estrutura e aparelhamento da Polícia do Piauí por conta da morte do traficante Edmar de Sousa, o Gato Felix, considerado um dos mais perigosos do estado, que ocorreu dentro da Casa de Custódia, em Teresina, na tarde desta quarta-feira.

Lúcio Tadeu cobrou nomes de quem matou Gato Félix e o próprio Ieldyson Vasconcelos lembrou que parte da sociedade, principalmente através das redes sociais na Internet, como Facebook, acusaram a própria Polícia de terem matado Gato Felix, visto que ele tinha uma lista de policiais que deveriam ser assassinados, como o comandante da RONE, capitão Fábio Abreu. O presidente da Comissão de Direitos Humanos disse ainda que o atual prédio da Casa de Custódia não "suportaria uma vistoria do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura)".  QUEM MATOU GATO FÉLIX? "Os presos arrancam pedaços da estrutura, essas barras de ferro usadas, são da estrutura", disse Lúcio Tadeu. O diretor da Casa de Custódia, Tenente Anselmo, que também participou do programa, informou que os presos já foram ouvidos no caso da morte de Gato Félix. “Nesta quarta-feira mesmo ouvimos presos que estavam no banho de sol. Ainda estamos apurando o caso. O sistema prisional tem obrigação de garantir a integridade, mas o detento precisa colaborar”.

As celas que deveriam ser utilizadas para triagem na Casa de Custódia, estão ocupadas com presos. “Temos hoje mais do que o dobro da capacidade de presos lá. Não temos condição de garantir a integridade de tantos presos”, explicou. Para relembrar o caso: Menos de 24h após ter sido preso numa operação da Polícia Civil, Edmar Sousa, mais conhecido como "Gato Felix", considerado um dos traficantes mais perigosos do Piauí, foi morto dentro de uma das celas da Casa de Custódia, em Teresina. Ele tinha acabado de ser transferido, quando supostos desafetos o cercaram e o mataram ccom espetos de ferro retirados das barras das celas.

Nota de esclarecimento da Secretaria de Justiça sobre o caso

Sobre a morte do detento Edmar de Sousa, vulgo “Gato Félix”, a Secretaria Estadual de Justiça esclarece que o preso estava em uma cela do pavilhão “G”, quando por volta das 12h30, a mesma foi invadida por outros detentos que se encontravam em banho de sol, quebraram os cadeados e furaram a vitima com ferros retirados da própria estrutura das celas. Provavelmente o homicídio foi ocasionado por uma rixa criada internamente entre os outros detentos do próprio pavilhão. O caso já está sendo investigado pelo 10º distrito policial que neste momento faz pericias no local. A Secretaria de Justiça esclarece também que é dever do detento seguir as normas de segurança orientadas desde a sua entrada, tais como: não se envolver ou se amotinar em gangues ou grupos dentro dos pavilhões; não utilizar-se de substâncias entorpecentes; não ameaçar desafetos ou quaisquer casos que envolvam rivalidades. Dessa forma, a secretaria cumpre com sua parte em oferecer aos presos alojamentos, alimentações diárias e balanceadas e ainda projetos de cunho ressocializador, oportunidades para todos aqueles que ali estão para cumprirem suas penas e prestar conta com a sociedade, porém alguns detentos não cumprem com as normas e tentam delinqüir dentro dos presídios criando desafetos pessoais com outros criminosos e como conseqüências geram mortes como a de “Gato Félix”.

SECRETARIA ESTADUAL DE JUSTIÇA  

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