A Renault anunciou a contratação do piloto finlandês Kimi Raikkonen, 32, que estava afastado da F-1 desde 2009, quando deixou a Ferrari. Ele assinou contrato com a escuderia por duas temporadas.
Com a contratação de Raikkonen, a permanência de Bruno Senna na F-1 fica ainda mais ameaçada. Agora, o brasileiro disputa a segunda vaga da equipe com Romain Grosjean, o russo Vitaly Petrov e o alemão Adrian Sutil.
"Estou feliz por voltar à Fórmula 1 após dois anos fora e agradecido a Lotus Renault por me dar essa oportunidade", declarou Raikkonen, que deixou a categoria para disputar o Mundial de Rali.
Campeão da F-1 em 2007, quando era companheiro de Felipe Massa na Ferrari, o finlandês tem 18 vitórias na categoria.
O presidente da Renault, Gérard López, comemorou com entusiasmo a contratação do piloto. "Após um longo ano, é possível dizer que a equipe agora está no início de um novo ciclo. Trabalhamos duro para construir as bases de uma estrutura de sucesso e garantir que em breve teremos capacidade de lutar no mais alto nível", declarou López.
"Certamente, estamos todos ansiosos de trabalhar com um campeão mundial. Em nome de nossa equipe, eu gostaria dar às boas-vindas a Kimi a Enstone, um lugar que sempre se caracterizou pela aproximação humana à Fórmula 1", acrescentou.
Se a situação de Bruno Senna ficou complicada na categoria, Rubens Barrichello respira um pouco mais aliviado. Raikkonen era o nome mais cotado para assumir o cockpit no lugar do brasileiro na Williams.
Bruno Senna estreou pela Renault no GP da Bélgica, realizado em 28 de agosto, substituindo o alemão Nick Heidfeld. Em oito provas disputadas pela escuderia, Senna teve como melhor resultado o 9º lugar no GP da Itália, quando marcou dois pontos.