
No dia em que vai ao ar a última edição do “1 Contra 100”, Roberto Justus convidou a imprensa, no Estúdio 2 do SBT, em São Paulo, para apresentar sua nova atração. “Topa ou Não Topa” vai ocupar o lugar do programa, também oferecendo ao participante a chance de faturar R$ 1 milhão.
A atração já foi comandada por Sílvio Santos, mas Justus não teme comparações. “Sílvio está acima do bem e do mal na televisão brasileira. Tomara que eu chegue na idade dele apresentando da mesma forma. Que nos comparem, eu não tenho receio! Cada um tem seu estilo de apresentar. Não estou tentando substituí-lo em nada, mas é um formato que o público gostou e trouxemos de volta”, afirmou o apresentador no centro do palco onde vai comandar o game.
Para iniciar o evento, Roberto entrou no estúdio como se estivesse gravando o programa. Com ele, as 27 mulheres que vão auxiliá-lo na atração. 26 ‘guardiãs das maletas’ e uma que o ajuda no palco. “Elas foram escolhidas a dedo. São todas lindas. Foi um trabalho muito chato que me sujeitei a fazer pelo SBT”, brincou o marido de Ticiane Pinheiro.
Roberto, que tem seu filho Ricardo como diretor artístico na atração, falou também sobre o fim de “1 Contra 100”. Ou melhor, a pausa do programa. “Encerra-se a primeira temporada. Espero ficar aqui por muitos anos e fazer muitas edições. Eu também me pergunto por que não continuar. E a resposta do SBT é ‘quem disse que não vai continuar’”, explicou, completando que a mudança foi uma estratégia da emissora.
Justus explicou ainda que no jogo, ninguém sabe onde está o prêmio máximo. Antes do participante escolher a maleta onde acredita estar o dinheiro, existe toda uma operação. Uma equipe coloca o adesivo com os valores na parte interna e vai embora. Com a mala já fechada, outro grupo as enumera. Dessa maneira não há como enganar o jogador, ao menos conscientemente. “Se eu tiver interesse em economizar dinheiro da produção, acabou a emoção do programa. A estatística é difícil, mas pode acontecer a qualquer momento. Estou torcendo para dar R$ 1 milhão várias vezes, depois a gente se vira”, afirmou o empresário.
O horário do programa também fez parte da conversa no encontro. Quando questionado sobre a preferência por uma mudança na grade, ele perguntou em tom de brincadeira se o telefone não iria tocar, fazendo referência a um dos momentos da atração onde recebe ordens de um negociador. “Eu não sei mentir”, confessou antes de explicar: “Acho que 23h é muito tarde para um programa como este. Mas outros apresentadores devem achar isso de seus programas. Essa emissora não tem só Roberto Justus. Eles decidem, mas eu não escondo minha opção. Só não vão me botar depois das 23h porque meu contrato não permite”.