Cerca de 60 professores estiveram presentes no Instituto de Superior de Educação Antonino Freire (Iseaf). Técnicos da Fundação Roberto Marinho participaram do evento apresentando o material informativo e capacitando os profissionais para o Prêmio Jovem Cientista (PJC).
O PJC busca dar aos Jovens Cientistas a oportunidade de interagir com pesquisadores, professores e inovadores experientes, coordenando diálogos, visitas e participação em encontros técnicos.
Um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros, o PJC foi instituído pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 1981 e, desde então, contou com a participação da Fundação Roberto Marinho. Em 1988, ganhou a parceria da Gerdau, líder nas Américas na produção de aços longos, uma empresa brasileira que aposta na pesquisa como caminho para o desenvolvimento econômico e social. Neste ano, a GE vem somar esforços ao PJC. A multinacional chegou ao Brasil há 90 anos e acredita na pesquisa e na inspiração para criar um novo mundo.
Os primeiros colocados das categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio participam, por exemplo, da Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Os vencedores da XXV edição do PJC serão convidados para a Reunião da SBPC de 2012, com o objetivo de expor suas pesquisas.
Para a gerente do Ensino Médio, Marcoelis Pessoa o prêmio é uma oportunidade para o professor desenvolver projetos voltados para a pesquisa no ensino de ciências, “É uma motivação a mais para nós professores, esperamos colher os frutos desse projeto”
Nesses 30 anos, o PJC teve mais de 15 mil trabalhos inscritos; premiou 152 estudantes e pesquisadores, concedendo o mesmo número de bolsas de estudos. Mobiliza anualmente 25 mil escolas do Ensino Médio e envolve mais de 2 mil instituições de pesquisa e ensino da ciência em seu processo de divulgação. Na edição passada, recebeu 2.158 trabalhos de pesquisa, sendo 1.925 de estudantes do Ensino Médio.
“Cidade Sustentável é o tema do prêmio esse ano, reconhecendo pesquisadores e estudantes que estão inovando para transformar nossas cidades em ambientes sustentáveis”, disse a técnica da Fundação Roberto Marinho, a antropóloga Viviane Junqueira.
O CNPq, a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE acreditam que as soluções para a sustentabilidade das cidades brasileiras podem ser construídas por pessoas com diferentes tipos de experiência e de visão.
Um dos principais resultados do Prêmio Jovem Cientista é a constatação de que a grande maioria dos agraciados prospera fazendo ciência e tecnologia, seja em empresas ou nos laboratórios das universidades e institutos de pesquisa. É o caso do engenheiro Henrique Sarmento Malvar, o primeiro vencedor na Categoria Graduado do PJC, em 1981.
Para o professor de física Jonielton Pinheiro o prêmio estimula a ciência em nosso país, em nossa cidade. “Possibilita novas visões de comportamento e incentiva a educação de uma forma geral”, completa o professor.