Quinta-feira, 24 de maio de 2012

Wilson responde: "Sílvio também ficou no governo para ser candidato à reeleição"

26/08/2010 08:09h

Durante uma entrevista concedida, nesta quarta-feira (25), em uma emissora de televisão, o candidato a governador pela coligação “Para o Piauí Seguir Mudando”, respondeu às críticas do candidato tucano, Sílvio Mendes, que voltou a reafirmar que “tinha se afastado do governo para ser candidato, enquanto Wilson teve que assumir o governo para sair candidato”.

Wilson ressaltou que está dividindo o seu tempo entre a gestão pública e a campanha eleitoral, como permite a lei, cumprindo a Constituição e as normas eleitorais. “Agora, o candidato do PSDB foi candidato à reeleição para prefeito e disse que iria renunciar para ser candidato e não fez isso. É preciso que seja dito e analisado, não adianta querer fazer pose agora. Ele queria que eu renunciasse a um direito constitucional de continuar no governo, sendo o mesmo direito que ele também teve quando foi candidato à reeleição e continuou sendo prefeito de Teresina? Que história é essa de querer agora falar mal de um ato que ele praticou. O povo não é burro, é inteligente e sabe quem está falando a verdade. Mentira tem perna curta”, enfatiza o governador.

Obras foram paradas sem justificativa

O governador também comentou sobre a dificuldade financeira enfrentada pelos Estados, não somente no Piauí, mas em todo o Brasil, e, principalmente, nos do Nordeste, que dependem do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A avaliação é que a queda nos repasses terminou criando dificuldade para manter um ritmo acelerado das obras, o que não justifica o fato de algumas construtoras terem paralisado obras em sua etapa final. “Evidentemente, que as empresas se adequaram, não tendo um ritmo muito acelerado das obras, mas tivemos problemas com algumas construtoras que deixaram de concluir obras, faltando apenas 1 ou 2 Km, a exemplo da Sucesso, que no trecho que liga Simplício Mendes à Conceição do Canindé, podia ter concluído mais 2 km, mas por nada retiram a máquina, não se justifica”.

Wilson ressalta que a Sucesso também deixou de concluir a ponte que liga Uruçuí à cidade de Benedito Leite (MA), e por conta disso os caminhões estão pagando pontões, porque a empresa não passou asfalto e entregou a obra. E caso semelhante a esse aconteceu na cidade de Piracuruca. “Acho que não é um procedimento que possamos dar como aprovação, não justifica, por falta de recursos ou atraso de pagamento, deixar de concluir essas obras, vai ficar muito mais caro para a empresa voltar para fazer 2km de asfalto. Não se justifica deixar dezenas de carros carregados de soja, perdendo tempo e pagando pontão, com uma ponte concluída que falta apenas terminar o asfalto. Não quero crer que seja por questão política, mas não entendo, do ponto de vista profissional, como isso pode acontecer”, lamenta Wilson.

Governo assegura pagamento dos servidores

Apesar de reconhecer que o Estado está trabalhando no limite do equilíbrio financeiro, porque o Piauí deixou de receber R$ 81 milhões, no período de junho a agosto de 2010, o governador tranquilizou os servidores públicos. “Confesso que estamos trabalhando com muita dificuldade, mas o dinheiro para o pagamento dos servidores públicos e custeio das obras importantes estão absolutamente assegurados. É uma questão de responsabilidade, de cumprir com as nossas obrigações e com os nossos compromissos. Sei que existem muitos pessimistas que ficam plantando notícias e fofocas que vamos atrasar salários, disseram isso em junho, julho e agora em agosto, mas as obras continuam, o Estado está crescendo e desenvolvendo, e a folha de pagamento está absolutamente em dia, com todas as contrapartidas repassadas. Evidentemente, que isso ocorreu devido a um controle rigoroso das contas públicas no Governo do Estado do Piauí”, destaca.

“Não compro voto, porque conquistei a credibilidade dos piauienses”

Sobre a denúncia do candidato de José Serra no Piauí, Sílvio Mendes, que afirmou estar ocorrendo um rompimento do apoio de prefeitos e lideranças políticas no interior, por conta da influência da máquina e do abuso de poder econômico, Wilson faz questão de frisar: “Eu não tenho como barganhar, sou um homem pobre e trabalhador. Conquistei a credibilidade, ao longo dos anos, trabalhando duro como médico e também como político. E isso tem permitido que eu seja instrumento da realização de sonhos. Então, a credibilidade que tenho com o povo do Piauí está a cada dia avançando mais é por isso que as pessoas estão se decidindo pelo candidato Wilson Martins. Compra voto quem pode comprar, quem tem dinheiro e o hábito de fazer isso”, lamenta Wilson.

Ele acrescentou que também viu a denúncia de compra de votos que o deputado estadual Robert Rios fez na tribuna da Assembleia Legislativa, e que devem ser apuradas pelos órgãos competentes. “São denúncias gravíssimas, mas o Ministério Público e o TRE é que têm que tomar providências. Eu estou mais preocupado, mesmo, é com a minha campanha, em levar a minha proposta e mostrar que representamos um projeto em andamento, onde as mudanças que iniciaram em 2003, no governo Wellington e Lula. E o nosso trunfo é mostrar a oportunidade que tivemos e o que foi possível fazermos”, finaliza.

Fonte : Da Redação
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