Segunda-Feira , 22 de Dezembro de 2014

Saúde

Ministério da Saúde diz que número de casos de infecção por HIV cresceu

Ministério da Saúde diz que número de casos de infecção por HIV cresceu

Em 01/12/2010 , às 18h13 -

O número de novas infecções por HIV no Brasil passou de 37.465, em 2008, para 38.538, no ano passado, de acordo com dados divulgados hoje (1/12) pelo Ministério da Saúde.

Os dados, apresentados em solenidade comemorativa do Dia Mundial de Combate à Aids, em Brasília, apontaram que cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país. Deste total, 255 mil não sabem que foram infectados.

Segundo o Ministério da Saúde, o crescimento de casos de contaminação se deve ao aumento das testagens em todo o país: o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passou de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.

Na estatística por gênero, o número de casos de aids no Brasil é maior entre os homens. De 1980 até junho de 2010, foram registradas 385.815 infecções (65,1%) de pessoas do sexo masculino contra 207.080 (34,9%) entre as do sexo feminino. Entretanto, o Ministério da Saúde já fala em uma feminização da epidemia no país, já que a diferença entre homens e mulheres é cada vez menor: a proporção de mulheres infectadas para cada homem com a doença passou de 6, em 1989, para 1,6, no ano passado.

A taxa de incidência entre as pessoas do sexo masculino chegou a 25 casos em cada 100 mil habitantes contra 15,5 entre as mulheres. Em ambos os sexos, a incidência é maior na faixa etária dos 30 aos 49 anos. No caso dos homens, os casos aumentam a partir dos 40 anos e, no das mulheres, a partir dos 30 anos. No ano passado, a taxa de incidência de aids em mulheres com 50 anos ou mais dobrou em relação a 1999, passando de 5,7 casos em cada 100 mil habitantes para 12,3 casos.

Dos registros de casos da doença a maior concentração está na Região Sudeste, com 344.150 (58%). Em seguida, vêm o Sul, com 115.598 (19,5%); o Nordeste, com 74.364 (12,5%); o Centro-Oeste, com 34.057 (5,7%); e o Norte, com 24.745 (4,2%).
A Região Sul, entretanto, registra a maior taxa de incidência do país, com 32,4 casos em cada 100 mil habitantes, seguida pelo Sudeste (20,4), Norte (20,1), Centro-Oeste (18) e Nordeste (com 13,9). Os dados mostraram ainda que a maioria dos brasileiros com HIV em 2009 é formada por brancos (47,7%). Em seguida, estão os negros (46,8%), os amarelos (0,5%) e os indígenas (0,3%) – 4,7% não declararam raça ou cor.

No corte por escolaridade, do total de casos registrados no ano passado (20.832), a maior proporção de infecções está entre brasileiros que têm entre oito e 11 anos de estudo (30%). Em 1999, a incidência era maior entre aqueles com menos escolaridade: 29,5% dos casos foram verificados entre pessoas com até três anos de estudo. Entre as mulheres infectadas, a média é de quatro a sete de anos de estudo e, entre os homens, de oito a 11.

No corte por faixa etária uma boa notícia: a taxa de incidência da infecção pelo vírus causador da aids em crianças menores de 5 anos foi reduzida em 44,4% de 1999 a 2009, passando de 5,4 para 3 infecções para cada 100 mil habitantes. A maioria dos casos (88,3%) registrados em crianças menores de 5 anos ocorre por transmissão vertical – quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou na cerimônia sua saída da pasta no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff.

“Este é meu último Dia Mundial de Combate à Aids, como ministro. Aprendi muito com a equipe”, afirmou ele, durante discurso no Palácio Itamaraty, em solenidade que marcou a data.

Durante o evento, Temporão elogiou a política brasileira de combate à aids e destacou, entre outras ações, o acordo com Moçambique para a produção de antirretrovirais.

“Em vez de doar alimentos, como fazem os países ricos, estamos ensinando a produzir genéricos”, disse.

“O Brasil conseguiu conquistar visibilidade internacional porque existe o Sistema Único de Saúde [SUS], com saúde pública universal e de qualidade para todos”, completou.

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